Sem revelar nomes Nuzman oficializa saída de envolvidos em furto

Sem revelar nomes, Nuzman oficializa saída de envolvidos em furto

Membros do COB foram acusados de fazerem cópias irregulares de documentos da organização das Olimpíadas de 2012

Gazeta Press

Em meio às denúncias de cópias irregulares de documentos da organização das Olimpíadas de 2012, em Londres, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio-2016 (Locog) resolveu se pronunciar nesta quinta-feira (27 de outubro). Em seu discurso, o dirigente reconheceu a falha e oficializou a saída de todos os envolvidos no caso.

"Os noves funcionários infringiram o contrato que haviam assinado como o Comitê de Londres e o Rio-2016 decidiu desligá-los", confirmou durante pronunciamento na sede do Comitê Rio-2016. "O assunto já foi tratado por nós e o Comitê londrino deu o caso por encerrado", completou.

Nuzman não quis revelar o nome dos funcionários desligados desde 18 de setembro, mas confirmou que são nove entre os 24 que trabalhou pela organização dos Jogos do Rio, no mês passado, em Londres, alegando "cláusula de confidencialidade" nos contratos assinados. Pelo mesmo motivo, ele não explanou o conteúdo dos documentos furtados e garantiu que todas as cópias foram destruídas, como pediu o Locog.

Primeira demitida e com o nome já conhecido, Renata Santiago revelou que a cópia de documentos era recorrente entre organizadores, e já teria sido feita, por exemplo, pelo comitê organizador da Olimpíada de Pequim 2008 com documentos de Atenas 2004. Ela ainda disse que Mário Cilenti, diretor de relações com comitês organizadores de serviços de 2016, estava ciente do procedimento.

Nuzman, em contrapartida, negou, esclarecendo que os chefes dos setores envolvidos no escândalo não sabiam do caso. Acusado pelo ex-jogador e atual deputado Romário de ser o responsável pelo furto dos dados, o dirigente ainda se isentou, explicando que os envolvidos só poderiam ter acessado as informações com autorização de um funcionário do Locog.

“Só podiam fazer cópia dos arquivos com autorização do funcionário do Locog. A proibição de cópias não autorizadas estava claramente expressa na cláusula de confidencialidade, que constava no contrato que os funcionários de 2016 assinaram com o Locog”, disse Nuzman, em comunicado lido ao lado de Leonardo Gryner, diretor-geral do COB.

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