A historia de Procopio o zagueiro que teve a perna quebrada por Pele e parou por mais de 5 anos

A história de Procópio, o zagueiro que teve a perna quebrada por Pelé e parou por mais de 5 anos

Através das redes sociais, o ex-jogador do Cruzeiro lembrou da fatídica partida contra o Santos, em 1968, e do seu retorno aos gramados, em 1973

PRÉ-JOGO LIBERTADORES: FLAMENGO X RIVER PLATE (ARG)
PRÉ-JOGO LIBERTADORES: FLAMENGO X RIVER PLATE (ARG)
ao vivo
CAMPEONATO ALEMÃO: FORTUNA DÜSSELDORF X BAYERN DE MUNIQUE
CAMPEONATO ALEMÃO: FORTUNA DÜSSELDORF X BAYERN DE MUNIQUE
ao vivo
FÓRMULA E: ARÁBIA SAUDITA - CORRIDA 2
FÓRMULA E: ARÁBIA SAUDITA - CORRIDA 2
ao vivo
FINAL LIBERTADORES: FLAMENGO X RIVER PLATE (ARG)
FINAL LIBERTADORES: FLAMENGO X RIVER PLATE (ARG)
ao vivo
NBB: PINHEIROS X FLAMENGO
NBB: PINHEIROS X FLAMENGO
ao vivo
CAMPEONATO ALEMÃO: BORUSSIA DORTMUND X PADERBORN
CAMPEONATO ALEMÃO: BORUSSIA DORTMUND X PADERBORN
ao vivo
FÓRMULA E: ARÁBIA SAUDITA - CORRIDA 1
FÓRMULA E: ARÁBIA SAUDITA - CORRIDA 1
ao vivo
WWE MONDAY NIGHT RAW
WWE MONDAY NIGHT RAW
ao vivo
BAIXE O APLICATIVO
FOX Sports

Para o ex-zagueiro Procópio, campeão brasileiro pelo Cruzeiro em 1966, até hoje é difícil esquecer a fatídica noite do dia 13 de outubro de 1968. A Raposa enfrentava o Santos de Pelé no Pacaembu, pela Taça de Prata - equivalente ao Brasileirão na época -, e após aplicar um drible no Rei, que já era bicampeão do mundo com a Seleção, levou uma pancada na sua perna de apoio e despencou no gramado. Começava um drama na vida do defensor, que vivia a sua melhor fase da carreira.

Veja as últimas do Mercado da Bola e quem pode chegar ao seu time

Gringos elegem os cinco maiores do Brasil; veja o resultado

Procópio teve a sua perna quebrada por Pelé e precisou passar por uma deliciada cirurgia. Ao todo, foram cinco anos, um mês e 13 dias longe dos gramados, sendo três deles deitado em uma cama de hospital. 51 anos depois, o próprio jogador narrou o seu drama através das redes sociais.

“Quando Pelé quebrou minha perna eu fiquei 5 anos, 1 mês e 13 dias afastado. Lembrando que 3 destes 5 anos eu fiquei na cama do hospital com risco de ficar aleijado. A cirurgia foi na Santa Casa de BH. A recuperação foi no Arapiara. Tudo pelo INSS”, narrou Procóprio.

E o retorno do jogador aos gramados também é digno de uma história épica. Para ser reintegrado ao elenco do Cruzeiro, Procópio conta que passou por testes na Toca da Raposa, e num deles precisou marcar Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho, todos destaques do clube mineiro naquela época. E o zagueiro foi aprovado e contou com o apoio de alguns companheiros para voltar de vez a ser relacionado.

“Uma vez reintegrado eu não vinha sendo relacionado para os jogos. Foi quando Perfumo me pegou pelo braço após o treino, me levou até o Hilton Chaves (técnico do Cruzeiro na época) e perguntou: "Por que esse moço não joga?", recordou.

Carlos Alberto toma uma guilhotina em aula de MMA com equipe do FOX Fight Club

“Alguns dias depois quando cheguei em casa após o treino, Mariam, minha esposa, me perguntou: "Procópio, onde você estava?" Respondi: "Treinando". Ela disse: "Ligaram do Cruzeiro para você se apresentar no aeroporto", prosseguiu.

Na ocasião, o compromisso era contra o Vasco, que tinha ninguém menos do que Roberto Dinamite como principal jogador. E foi exatamente Procópio o encarregado de marcar o atacante no Rio de Janeiro.

“Já no Rio, na noite anterior ao jogo, o telefone tocou no quarto do hotel. Zé Carlos atendeu e me passou. Era o Carioca, ex-jogador e diretor do clube. Muito meu amigo... Carioca me disse: ‘Procópio, estão armando uma cilada para você. Você será escalado amanhã como titular para marcar o Roberto Dinamite. Se prepare”.

“Estávamos em 1973, Roberto estava no auge de sua carreira. Mas eu estava tranquilo, me sentia preparado. Nunca temi nada nem ninguém, principalmente quando eu vestia a camisa do Cruzeiro”.

E apesar de toda a confiança para o seu retono aos gramados nessa ‘sinuca de bico’, Procópio lembra bem que contou com o apoio de todos os seus companheiros para poder fazer um grande jogo contra o Cruz-Maltino.

“O Zé Carlos contou ao Perfumo sobre o telefonema do Carioca. No vestiário do Maracanã, ambos vieram a mim e disseram: "Procópio, fique tranquilo, estamos com você, jogue como você vem treinando... Me lembro como se fosse hoje quando o árbitro apitou o início do jogo. Ouvi um berro: ‘Procóprio, eu estou aqui’. Olhei para o lado era o Perfumo”.

“Aquilo me encheu de confiança. Na primeira bola que peguei apliquei uma caneta no Dinamite. Ganhei todos os prêmios de melhor em campo naquela noite. Foi assim que voltei ao futebol cinco anos, um mês e 13 dias após minha contusão em 1968”, completou.

Além do Cruzeiro, Procóprio também vestiu a camisa de outros gigantes do país como São Paulo, Atlético-MG, Fluminense e Palmeiras. Também atuou pela Seleção Brasileira, entre 1963 e 1968, antes da lesão.

Como treinador, também tem história, principalmente no Atlético-MG, com quem faturou a Copa Conmebol de 1992, o bicampeonato do Estadual (1979 e 1980) e também os torneios internacionais da Costa do Sol, na Espanha, em 1980, e de Amsterdã, em 1984.

Leia também!

‘Lei de Guardiola’ coloca até o Grêmio na briga pelo título do BR-19

Real Madrid pode ‘quebrar’ o mercardo por sucessor de C. Ronaldo

Neymar é advertido, mas escapa de suspensão por agressão a torcedor

Crédito da foto: Fotoarena 

Publicidade
Link copiado para a área de transferência!
Publicidade