Ex-presidente de clube da Série A é expulso do quadro de sócios

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O antigo dirigente da equipe foi excluído do quadro de associados na noite desta terça-feira após reunião do Conselho Deliberativo

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Gazeta Press

O ex-presidente Modesto Roma Júnior foi excluído do quadro de associados do Santos na noite desta terça-feira, após reunião do Conselho Deliberativo na Vila Belmiro.

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O Conselho julgou Modesto por dois casos: a reprovação das contas em 2017 e o imbróglio com a Quantum Solutions Limited, empresa de Malta supostamente intermediária de uma negociação com o Paris Saint-Germain pelo mecanismo de solidariedade na compra de Neymar junto ao Barcelona. O Peixe teve direito a 5% por ser clube formador – R$ 34 milhões dos R$ 820 mi da multa rescisória.

Modesto Roma não compareceu ao encontro dos conselheiros e pode recorrer na Justiça comum. Ele geriu o Alvinegro entre janeiro de 2015 e dezembro de 2017.

Reprovação das contas

A Comissão Fiscal do Santos elencou várias irregularidades nas contas de Modesto Roma. O Conselho reprovou por unanimidade os números de 2017, votados em 2018. Veja alguns pontos abaixo: 

Endividamento

O limite de endividamento, de acordo com o Estatuto, não pode ultrapassar 10% da receita orçada. O endividamento em 2017 foi de quase R$ 50 milhões, equivalente a 15,57%, mais do que o permitido.

Relação com empresários

Alguns contratos suspeitos foram encaminhados aos conselheiros. Há a reclamação sobre Giuliano Bertolucci, que, ao mesmo tempo, detinha direitos econômicos de jogadores e financiava empréstimos com garantias nos próprios direitos de atletas.

Luiz Taveira também foi citado. No primeiro semestre de 2017, o Conselho Fiscal sugeriu o fim de pagamentos ao empresário. A recomendação não foi seguida e o agente recebeu cerca de R$ 440 mil entre agosto e outubro por intermediações.

Negociações perigosas

Thiago Maia foi vendido por 14 milhões de euros ao Lille-FRA. O Santos ficaria com 70% (9,8 milhões), mas não pagou os 30% restantes aos intermediários. A dívida de R$ 14,5 milhões foi lançada no relatório.

E em dezembro, o Santos comprou 10% dos direitos econômicos de Alison por R$ 800 mil em quatro parcelas entre 2018 e 2019. A divisão do volante era 70% para o Peixe, 20% para o Unique e 10% para o jogador. O problema é que no acordo com o empresário Giuliano Bertolucci, a Unique é “esquecida” e o Alvinegro aparece com 100%. Outra falha foi ter negociado direitos nos três meses finais do mandato, o que é proibido pelo estatuto.

Folha de funcionários

O Conselho registrou variações entre a quantidade de funcionários e os valores em salários. Além disso, no elenco profissional, por exemplo, a folha foi de 4,8 milhões para R$ 6,9 milhões entre 30/11/2016 e 30/11/2017.

Processos

Em dezembro de 2017, o Santos respondia a 99 processos – 56 trabalhistas e 43 cíveis, com uma avaliação de perda de R$ 15 milhões em ativos.

Material esportivo

O Santos teve receita de cerca de R$ 2,5 milhões com os uniformes, bem menos do que a previsão de R$ 7,7 milhões. Oito mil kits de vestuário infantil não foram entregues ao clube.

Dívida com impostos

Conforme a Gazeta Esportiva publicou com exclusividade, o Conselho Fiscal documentou atrasos no pagamento de impostos em cerca de R$ 20 milhões. A retenção poderia caracterizar crime de apropriação indébita.

Acordo com a Doyen

O relatório confirma o acordo feito por Modesto Roma com a Doyen Sports, empresa de investimento em futebol. O valor foi de cerca de 20 milhões de euros. Há duas parcelas de cinco milhões de euros para setembro de 2018 e de 2019. Em caso de atraso, a multa é de 10 milhões de euros. O Peixe ainda autorizou o fundo a representar o clube em transferências de atletas na Europa até 31 de dezembro de 2019.

Antecipação de receitas e empréstimo

No ano passado, o Santos antecipou aproximadamente R$ 10 milhões em valores do Campeonato Paulista de 2018. E em dezembro, com anuência de José Carlos Peres e Orlando Rollo, o Peixe fez um empréstimo de R$ 5 milhões junto ao Banco Itaú, a ser pago em 12 parcelas, com garantia de créditos futuros da Globosat.

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QUANTUM

O Santos tem um imbróglio com a Quantum Solutions Limited, empresa de Malta supostamente intermediária de uma negociação com o Paris Saint-Germain pelo mecanismo de solidariedade na compra de Neymar, em 2017, junto ao Barcelona. O Peixe teve direito a 5% por ser clube formador – R$ 34 milhões dos R$ 820 mi da multa rescisória.

A Quantum cobra pouco mais de R$ 2 milhões, 5% de comissão do valor recebido pelo Alvinegro. A firma garante ter sido decisiva já que, como a transferência se realizou por meio de multa, o mecanismo de solidariedade poderia não ser obrigatório. A atual gestão não reconhece a dívida.

E neste caso, há um agravante. Ex-coordenador do departamento de contratos, registros e transferências de atletas, Felipe Nóbrega registrou uma carta a favor da Quantum no dia 12 de abril. O profissional afirma o seguinte: “Após a contratação da Quantum Limited Solutions, a negociação começou a fluir e o PSG passou a responder os e-mails”.

Felipe foi demitido em agosto de 2018, apontado como responsável pela punição da Conmebol após a escalação irregular de Carlos Sánchez contra o Independiente-ARG, nas oitavas de final da Libertadores de 2018. O Alvinegro foi declarado derrotado por 3 a 0 na ida, empatou em 0 a 0 na volta e acabou eliminado.

De acordo com o departamento jurídico do Santos, Felipe Nóbrega não obedeceu ao processo de checagem na confederação sul-americana e, quando questionado, disse que esqueceu. Sánchez havia sido expulso em 2015, ainda pelo River Plate, na Sul-Americana, e não poderia atuar.

À época, Felipe negou a acusação e se disse “bode expiatório”. O Peixe diz ter provas de que Nóbrega não tinha conhecimento das conversas pelo recebimento do mecanismo de solidariedade junto ao PSG. Testemunhas prestaram e prestarão queixa no GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O processo está em andamento.

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