William diz como será Wolfsburg na atual Bundesliga e revela o plano para a temporada

William diz como será Wolfsburg na atual Bundesliga e revela o plano para a temporada

Lateral-direito falou com exclusividade ao FOXSports.com.br sobre o início de mais um ano com a camisa dos Lobos, que estreia no próximo sábado na tela do FOX Sports 2, às 10h30

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Thiago D'Amaral

A Bundesliga volta neste final de semana e alguns brasileiros estão de olho na nova temporada do Campeonato. Um deles é o lateral-direito William, que iniciará seu terceiro ano com a camisa do Wolfsburg. Os Lobos conquistaram uma vaga para a Europa League que começará no próximo mês de setembro e o titular da equipe falou com exclusividade ao FOXSports.com.br  sobre o planejamento e as expectativas do time para a campanha que se iniciará no próximo sábado (17 de agosto) contra o Colônia, às 10h30. O FOX Sports 2 transmite a partida com exclusividade.

O lateral ainda falou sobre a relação da torcida e da cidade com a equipe, comentou a história e importância de Grafite para os torcedores e a chegada do novo treinador, Oliver Glasner, que substitui o alemão Bruno Labbadia, responsável por salvar o time do rebaixamento na temporada 2017/18 e pela volta aos torneios europeus.

William chegou ao Wolfsburg em julho de 2017, contratado junto ao Internacional por 5 milhões de euros (cerca de R$ 22,2 milhões na cotação atual). Atuou em 59 partidas com a camisa dos Lobos, marcou dois gols e concedeu dez assistências. Foi um dos jogadores presentes na equipe campeã olímpica em 2016, no Rio de Janeiro. 

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Quais as suas expectativas para sua terceira temporada no Wolfsburg?

É a melhor possível. É fazer mais uma boa temporada, estar 100%, estar bem. A equipe fez uma boa pré-temporada, então, a expectativa é muito alta. É de começar como a gente terminou ano passado, com a equipe bem entrosada. Minha expectativa é a melhor possível. Conquistar os objetivos que o Wolfsburg tem para essa temporada. Buscar crescer cada vez mais no campeonato e chegar o mais longe possível na tabela.

O time conquistou uma vaga para a Europa League depois de algumas temporadas longe do cenário europeu. A pressão aumenta neste cenário? Como você está se sentindo com a expectativa de atuar pela primeira vez em uma competição internacional?

Minha expectativa também é a melhor possível. A pressão aumenta, mas o grupo está bem entrosado, trabalhando bem, sabe da importância que o torneio tem para o clube. Então, é começar bem. Ainda não saíram os grupos ainda, mas é ir se preparando o melhor possível, para quando começar a competição, nós começarmos bem, com vitórias, se possível.

Grafite é um dos maiores ídolos da história do Wolfsburg e visitou o clube no final da temporada passada. Ele ou algum outro brasileiro chegou a te dar algum conselho sobre a equipe? Vocês chegaram a conversar nessa visita dele? Como foi essa conversa?

A gente acabou não conversando muito, só depois do jogo, um pouco. Mas eu sei a história que ele tem aqui, uma história muito bonita. Sei o ídolo que ele é aqui, o que ele conquistou. E, claro, procuro buscar o mesmo, conquistar títulos importantes, estar bem no clube. A história dele foi bonita e a gente vê como os torcedores aqui adoram ele. Então, é buscar fazer o melhor para buscar títulos importantes e virar importante aqui no clube, também.

Mesmo após bom trabalho, Labbadia deixou o comando do clube no final da última temporada. Como o elenco reagiu a sua saída? Quais as principais diferenças dele para o novo treinador?

O professor Labbadia fez uma boa temporada conosco. Uma excelente pessoa, bom técnico, mas é vida que segue. Os jogadores reagiram normal, bem. Sabíamos que, independente do treinador, a gente tem que crescer ainda mais, continuar nessa crescente. Sobre o novo treinador, a gente conhece ele há pouco tempo, mas é um cara que gosta de conversar bastante com o grupo, tirar todas as dúvidas. Tem o seu modo de jogar e, agora, nós estamos nos adaptando. É continuar trabalhando, continuar esse final de pré-temporada, para chegar na Bundesliga voando.

A cidade de Wolfsburg respira o clube. Como tem sido a cobrança da torcida com relação às suas atuações? Eles estão confiantes para a nova temporada?

A cidade é pequena, ela inteira é de torcedores do clube. Então, a pressão sempre tem. Mas, aqui, os torcedores têm muito respeito com os jogadores. A gente faz eventos onde sempre está com os torcedores e é muito legal isso. E eles gostam muito de mim. Desde que cheguei aqui não tenho nada a falar de ruim dos torcedores, porque sempre apoiaram o clube. Mesmo quando a gente jogou a relegação (playoff de rebaixamento), sempre nos apoiaram, sempre nos deram força. Então, espero continuar fazendo bom trabalho para que o carinho e o respeito que eles têm cresça cada vez mais.

Onde você acha que o Wolfsburg pode chegar nessa temporada? O time tem capacidade de brigar por coisas mais altas, como uma vaga na Champions ou até mesmo um título?

Eu não gosto de colocar uma meta de onde podemos chegar ou onde temos que chegar. Acho que a gente tem que ir no passo a passo, seguir esse caminho que a gente seguiu na temporada passada. Cada jogo buscar a vitória, tentar conseguir o máximo de pontos possíveis e, claro, nesse caminho, a gente vai conseguindo chegar cada vez mais longe. Na temporada passada, a gente quase chegou na Champions League. Agora é continuar fazendo bom trabalho que as coisas boas vão aparecer.

Aqui no Brasil, durante a última janela, seu nome chegou a ser levantado em alguns clubes, como o Flamengo. Chegou alguma oferta nesse sentido até você? E no próprio futebol europeu, chegou algo?

Eu acabei não escutando, porque, sinceramente, eu estou focado no Wolfsburg. Estou muito feliz aqui na Alemanha e, sobre clubes e propostas, eu deixo para as pessoas que gerenciam a minha carreira. Nesse momento, minha cabeça é só no Wolfsburg, nessa temporada que vai começar, em estar 100% preparado para fazer mais uma boa temporada. Eu acho que, quando a gente está feliz, as coisas acontecem naturalmente. E eu procuro estar concentrado aqui para poder fazer mais uma boa temporada.

Como seria atuar no time de maior torcida do Brasil para você que foi campeão no Maracanã e já conhece o estádio? Sonha em atuar pelo clube ou a prioridade é o Inter?

Ser campeão no Maracanã com a Seleção Brasileira é muito especial. Desde criança, eu sonhei em ganhar um título importante pela Seleção Brasileira, e ganhar as Olimpíadas, no Maracanã ainda tornou mais especial. E, atuar no Flamengo, para todo jogador, vai ser uma honra. Mas eu sempre vou dar prioridade ao Inter, porque é o clube que me revelou, que eu tenho muito carinho. Abriu as portas para mim desde pequeno. Então, eles sempre vão ter prioridade. Mas, nesse momento, minha cabeça está 100% aqui no Wolfsburg. Tenho muito ainda que aprender e a conquistar na Europa e, hoje, posso dizer que eu não penso nem um pouquinho em voltar para o Brasil.

O Inter vem se destacando nos torneios que está disputando. Você tem acompanhado a equipe na Libertadores e nos outros campeonatos? Que mensagem você mandaria para o torcedor Colorado nesse momento agudo do ano?

Tenho acompanhado, sim, o Inter nos campeonatos. Sempre que posso, estou acompanhando os jogos. Às vezes, acabo perdendo alguns. Mas estou muito feliz com o clube, com os jogadores que estão fazendo uma boa campanha na Libertadores e na Copa do Brasil. Tive uma conversa com alguns jogadores antes do jogo da Copa do Brasil. E a minha mensagem é que eles façam o melhor deles, como estão fazendo, e que conquistem o título, porque vai ser muito importante para o torcedor Colorado e vai deixar a cidade muito feliz. Então, estou torcendo, eles têm um torcedor aqui da Alemanha, pelo carinho que eu tenho pelos meus companheiros e pelo clube.

O futebol brasileiro ganhou três laterais-direitos que chegam do futebol europeu: Daniel Alves, Rafinha e Juanfran. Qual desses você prefere e por quê?

O futebol brasileiro ganhou três jogadores de alto nível, vencedores no futebol europeu, que eu gosto muito, particularmente. O Rafinha eu tive a oportunidade de conhecer e conversar com ele aqui na Alemanha depois dos jogos e é um cara que eu gosto muito. Um cara que é alegre, que, depois dos jogos, mesmo sem ter muito convívio, sempre conversava, dava conselhos. Então, tive mais a oportunidade de conhecer. O Daniel Alves eu não conheço, mas acompanho há muito tempo, também. Um monstro no futebol, um dos melhores na posição. Procuro sempre aprender com eles, acompanhando os jogos, vídeos. O Juanfran, também, assisti alguns jogos do Atlético de Madrid. É um jogador de muita qualidade. Só quem tem a ganhar é o futebol brasileiro, com esses jogadores.

A lateral-direita da Seleção tem sido uma posição muito debatida, por muitos acharem que a vaga de reserva ainda poderia estar em aberto. Você acha que pode ganhar uma chance com Tite? Isso tem passado na sua cabeça?

A Seleção Brasileira é um objetivo que eu tenho, de servir o meu país jogando futebol. Eu tive a minha primeira experiência nas Olimpíadas, em que eu fui campeão. Então, já dei um passo muito importante. Agora, com a renovação da Seleção Brasileira, eu procuro estar 100% no meu clube, estar fazendo uma temporada boa, para, quando surgir a oportunidade, eu poder servir da melhor forma possível e me firmar dentro do time.

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Crédito da foto: Divulgação/Vfl Wolfsburg

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