Venda de jogadores ainda representa 20 da arrecadação dos clubes brasileiros, aponta relatório

Venda de jogadores ainda representa 20% da arrecadação dos clubes brasileiros, aponta relatório

Na prática, se os clubes brasileiros não vendessem jogadores, não conseguiriam investir em melhorias sem se endividar. A situação ainda piora se forem excluídos Palmeiras e o Flamengo

EFE

A venda de jogadores para o exterior contribuiu para que as receitas dos principais clubes brasileiros, com um total de R$ 5,1 bilhões, fossem maiores que as despesas fixas, que ficaram em R$ 3,9 milhões, segundo estudo realizado pelo banco de investimentos Itaú BBA.

A pesquisa, que usa dados públicos divulgados pelos clubes e leva em conta 27 grandes agremiações, 19 deles da primeira divisão e oito da segunda, apontou que a transferência internacional de atletas corresponde a 20% do total de arrecadação, atrás apenas dos contratos de televisão, com 42%.

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Uma das maiores vendas de 2018 foi a do meia Arthur, que foi do Grêmio para o Barcelona por cerca de R$ 100 milhões pela cotação atual.

"A margem positiva de mais de R$ 1 bilhão é de apenas R$ 37 milhões se não incluirmos a venda de jogadores. E nas despesas consideradas não estão incluídas as contratações de jogadores, divisões de base ou estrutura", explicou o coordenador do estudo, César Grafietti.

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Na prática, se os clubes brasileiros não vendessem jogadores, não conseguiriam investir em melhorias sem se endividar. A situação ainda piora se excluirmos o Palmeiras e o Flamengo, os dois mais saudáveis economicamente.

Sem eles e sem as transferências, o saldo dos clubes chega a ser negativo em mais de R$ 100 milhões, antes inclusive de levar em conta qualquer investimento.

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As despesas dos clubes subiram 5% em 2018 em relação a 2017, enquanto as receitas caíram 3%. As dívidas aumentaram pouco e continuam elevadas, chegando a R$ 6,8 bilhões. Os clubes com pior situação econômica são Botafogo, Fluminense e Atlético-MG.

(Crédito da imagem: Ivan Storti/SantosFC)

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