Economista diz clube brasileiro exemplo no uso de dinheiro e que pode chegar em Fla e Palmeiras

Em entrevista exclusiva ao FOX Sports, César Grafietti exaltou a gestão que o Grêmio vem fazendo

FOX Sports

Qual clube vive melhor financeiro no país? Quem mais deve? E quem deve crescer mais nos próximos anos? Essas perguntas ficam na mente de cada torcedor dos 20 times da Série A do Brasileirão. E o economista César Grafietti fez um estudo sobre a questão financeira das equipes brasileiras, com o FOX Sports acompanhando tudo de perto.

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Em entrevista ao repórter Diego Bertozzi, nesta terça-feira (16 de julho), durante o evento 'Análise Econômico-Financeira dos Clubes Brasileiros de Futebol, promovido pelo Itaú BA, o economista rebateu Andrés Sanchez. Durante o Jogo Sagrado na última segunda-feira (15), no FOX Sports, o presidente do Corinthians afirmou que 'a conta iria chegar' para Flamengo e Palmeiras, times que mais investem no momento. E Grafietti discordou do mandatário.

"Não vejo isso. Eu acho que hoje eles estão bem estabilizados. São dois clubes que chegaram a essa condição, muito mais pela eficiência na gestão do que por aspectos externos. É muito comum falar dos patrocinadores dos clubes, mas na verdade isso é reflexo da boa gestão e da reestruturação que esses clubes passaram nos últimos anos", explicou o economista, que acredita que a dupla ainda ficará um bom tempo à frente das demais equipes no futebol nacional.

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“A distância de Palmeiras e Flamengo em relação aos outros é tão grande que vai demorar um pouco para os outros clubes se aproximarem. Acho que num longo prazo, alguma organização, especialmente São Paulo, Corinthians e Grêmio, podem encostar um pouco mais e isso virar uma coisa muito mais parecida com o futebol inglês, com cinco, seis times grandes do que com o futebol espanhol. Mas a curto prazo a tendência é que Palmeiras e Flamengo se destaquem por alguns anos ainda”, prosseguiu.

Entretanto, para o economista, existe uma equipe em especial, além de Flamengo e Palmeiras, que vem se destacando quando o assunto é o uso do dinheiro: o Grêmio.

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“O melhor exemplo nesse sentido foi o Grêmio que com a venda do Arthur usou dinheiro para reduzir dívidas e não para contratar atletas. Então fez o que deveria ser feito, se organizou e agora passa um ano mais difícil de fluxo de caixa com uma condição mais estável”, prosseguiu.

Confira a entrevista exclusiva completa de Diego Bertozzi com César Grafietti:

Quais os erros dos clubes para entrarem em dívidas?

“Tem uma gestão ineficiente do futebol. Gasta-se muito, investe-se em contratos de muitos atletas sem a devida organização. Você tem um elenco de 40, 50, 60 atletas caros, que não são compatíveis com a expectativa de jogo do treinador e troca o treinador e contrata mais gente. Então, essa incapacidade na gestão do esporte é que tem reflexo no aumento de dívidas e problemas financeiros a longo prazo”.

A arena Corinthians é um entrave para crescimento do clube?

“Ela drena mais ou menos R$ 60 milhões que deixa de entrar no caixa e pagar outras coisas, pagar salários, fazer contratações, em função de pagar suas dívidas. A Arena do ponto cultural para o clube é importante, porque o torcedor adotou é sua casa, mas financeiramente ela tem um impacto bem grande no clube”.

Quanto o Corinthians perde em dívidas por conta da arena?

“Uns 15% mais ou menos da receita deveria ser adicionada na bilheteria que não chega mais ao caixa”.

Qual a cartilha para os clubes?

“Tem os exemplos de Palmeiras, Flamengo e Grêmio que é: controlar custos, melhorar capacidade de investimento, ter mais transparência, mais governança, mostrar para o mercado no geral que você é um clube organizado e isso vai trazer mais receitas, vai fazer que você tenha custos mais organizados e no longo prazo você consegue reverter a situação. A cartilha é meio simples, já tem os exemplos dados, mas os clubes tão políticos como são hoje tem dificuldade em implantar como foi implantado pelos outros”.

Atraso de salário pega mal?

“Pega mal. É uma informação ruim para o torcedor e para o mercado. Ninguém que associar a sua marca a uma empresa ou clube que tenha problemas desse tipo. Então, essa capacidade de gestão impacta e dificulta a gestão dos clubes”.

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Crédito da foto: divulgação/ S.E. Palmeiras 

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