Di Grassi repetirá tática que garantiu título e um vice nas últimas temporadas da Fórmula E

Casa dos carros elétricos, o FOX Sports transmitirá ao vivo e com exclusividade as duas provas em Nova Iorque. No sábado, a partir das 15h30, no FOX Sports, e no domingo, no mesmo horário

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O Campeonato Mundial de Fórmula E chega à sua rodada dupla de encerramento neste final de semana (13 e 14/7) com as duas provas nas ruas de Nova Iorque. O brasileiro Lucas Di Grassi entrará na pista com a difícil missão de reverter a desvantagem de 32 pontos para o líder Jean-Éric Vergne (equipe DS Techeetah) e promete. Casa dos carros elétricos, o FOX Sports transmitirá ao vivo e com exclusividade as duas provas em Nova Iorque. No sábado, a partir das 15h30, no FOX Sports, e no domingo, no mesmo horário.

“Vamos fazer a nossa parte. Obviamente será muito difícil. Ser campeão ou vice é algo que não depende somente dos nossos resultados. Mas uma coisa nossa equipe se compromete a fazer: lutar até o último metro de pista, como é nossa característica”, resumiu Lucas, campeão da temporada 2016/2017 da categoria. “Não temos nada a perder, mas sim tudo a ganhar. Para nós, é um tudo ou nada”, completa o brasileiro.

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A receita de manter o foco e a determinação até o final rendeu a Di Grassi o título de campeão de 2016/2017 e o vice-campeonato do ano passado. A seu favor conta o fato de o brasileiro da equipe Audi Sport ter um retrospecto bastante forte no traçado norte-americano. Em 2018, o Lucas obteve uma vitória e um segundo lugar, completando uma reação espetacular que registrou o recorde de sete pódios consecutivos e o trouxe das últimas posições na pontuação na quinta etapa para o vice-campeonato na 13ª prova, que encerrou o ano.

Antes disso, em 2017, Di Grassi chegou à última corrida da temporada, no Canadá, com dez pontos de desvantagem para o suíço Sebastien Buemi (hoje na Nissan e-DAMS). Na ocasião, Lucas reverteu a situação e venceu o campeonato. “Nas duas últimas temporadas, nós acreditamos no nosso potencial e conseguimos um título e um vice-campeonato. É a nossa receita, o estilo da equipe. Vamos usá-los novamente”, disse Di Grassi.

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Confira a entrevista completa do FOXSports.com.br com Lucas Di Grassi:

FOXSports.com.br: Que nível de eletricidade vamos ter em Nova York nas duas etapas finais da temporada?

Di Grassi: “A Fórmula E é a categoria mais competitiva do mundo. Imagina então em uma final de disputa de título. Rodada dupla, valendo o dobro de pontos. Tudo é possível, nada está garantido”.

Quais as diferenças do Buemi para o Vergne? Você pode repetir a virada incrível que te deu o título?

“São dois ótimos pilotos, adversários competentes e velozes. O Vergne é um pouco mais controlado, o Buemi é mais performance pura. Mas no pacote são igualmente competitivos”.

Qual o significado e importância da Fórmula E na sua carreira?

“É uma categoria que tem diferentes significados para mim. Primeiro, por ter sido campeão mundial, um grande momento pessoal. Depois, por ter ajudado a cria-la em um momento em que as pessoas ainda não acreditavam em um campeonato assim. E finalmente por que as fábricas viram que ela é o seu novo grande laboratório para criar tecnologias boas para os consumidores. Participei ou ainda participo um pouco disso tudo, o que me deixa muito feliz”.

Como é o seu relacionamento com o meio ambiente? Digo isso porque você corre numa categoria elétrica.

“Eu sou embaixador da ONU para o meio ambiente justamente por que desde cedo tenho essa preocupação. Quando eu tinha 17 anos criei um site cujo objetivo era ajudar as pessoas a economizar combustível e poluir menos com seus carros. De lá para cá minha preocupação com o tema só evoluiu. Pretendo ajudar no que puder, por que todos nós temos que fazer nossa parte. Só temos um planeta. Não há plano B”.

Fale da pista de Nova York e como as cidades podem se beneficiar de uma categoria que preza a qualidade do ar!

“A Fórmula E é uma bandeira, uma forma de chamar a atenção das pessoas para as tecnologias menos agressivas ao meio ambiente. Por isso cidades como Nova Iorque e países como a Suíça permitem que ela possa competir em suas ruas, apesar de outras categorias internacionais importantes terem tentado isso durante muitos anos, sem conseguir”.

Para um leigo, qual a principal diferença da Fórmula E para a Fórmula 1 por exemplo?

“São duas coisas completamente diferentes. A Fórmula 1 passou muito tempo permitindo o uso de tecnologias caras, gerando situações que raramente poderiam ser utilizadas nos carros de rua. Com o surgimento da F-E e de novas realidades do mercado da mobilidade, estão tentando mudar isso. Já a F-E acertou ao tentar logo de cara atender aos anseios dos desenvolvedores de automóvel, de carros que serão usados pelos consumidores. Essa postura beneficia todo mundo, a mim, você, nossos familiares etc. A F-E também tem custos infinitamente menores e utiliza o mesmo carro como base para todas as equipes. Por consequência seus carros são menos sofisticados—o que quer dizer mais lentos e menos eficientes. Mas isso não significa que um piloto não tenha prazer em disputar suas corridas, ou até que o público fique insatisfeito. Muito pelo contrário, como temos visto todos os anos: é a categoria mais competitiva da atualidade”.

Como é a sua relação com o torcedor brasileiro ou fãs?

“O brasileiro é bastante apaixonado por corridas, o que é muito bacana de ver. Por isso seria muito legal ter uma corrida no Brasil. Estou torcendo para dar certo”.

Você curte redes sociais e é você mesmo que publica ou tem uma equipe que faz esse trabalho?

“Eu público a maior parte. Tenho uma pessoa que ajuda a montar vídeos, mas o conteúdo é todo feito de acordo com o que eu quero passar para quem me segue”.

Algumas pessoas não gostam do FanBoost - pois acham que isso interfere na competição - mas por um lado aproxima os fãs dos pilotos e dá mais competitividade a categoria? Você acha que faltam mais ações desse tipo?

“O fanboost é uma forma de ligar o fã ao piloto, de criar um apoio direto, uma relação mais próxima. Acho isso legal. Sobre outras formas dessa interação, acho que é preciso ver com cuidado, por que é preciso também preservar a essência das corridas, que é a de que o melhor piloto anda na frente por que tem talento. É preciso cuidado e atenção com isso”.

Pretende continuar na Fórmula E ou tem desejo de mudar de categoria, retornar, por exemplo, a Fórmula 1?

“Eu gostaria de terminar minha carreira na Fórmula E. Enquanto for competitivo, vou estar lá. Não tenho intenção de mudar de categoria”.

Manda uma mensagem para a torcida brasileira, os fãs da categoria que acompanham a Fórmula E no Fox Sports!

“Pessoal, obrigado a todos que durante todos estes anos têm me acompanhado e apoiado. Muita gente não sabe, mas essa resposta que vem de vocês é importante para qualquer atleta. Agradeço por mim. Mas é importante que sempre apoiemos – eu também – os atletas que representam o Brasil. Seja no automobilismo, seja em qualquer esporte. E torçam por mim neste fim de semana, por que vai ser uma grande corrida!”.

Veja a classificação com os melhores colocados da Fórmula E:

1) Jean-Eric Vergne (França, DS Techeetah), 130 pontos;

2) Lucas Di Grassi (Brasil, Audi Sport Abt Schaeffler), 98;

3) Mitch Evans (Nova Zelândia, Panasonic Jaguar), 87;

4) André Lotterer (Alemanha, DS Techeetah), 86;

5) António Félix da Costa (Portugal, BMW Andretti), 82;

6) Robin Frijns (Holanda, Envision Virgin Racint), 81;

(Crédito da imagem: Audi Motorsport)

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