Ex-Palmeiras e Santos tentou suicídio após tragédia, mas virou jogo e brilhou até na Seleção

Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o volante Baiano lembrou da sua história de superação na vida

Artur Rocha

No futebol são comuns as histórias de superação. Jovens que muitas vezes vencem as mais diversas dificuldades em busca de um único sonho: poderem ser jogadores de futebol. E entre os obstáculos não está somente a pobreza, mas também doenças como a própria depressão, que de uma hora para a outra pode acabar com brilhantes e promissoras carreiras.

Copa Internacional de Futebol Legends e mais: a semana do FOX Sports

Timaço de craques com R10, Recoba e cia. invade a tela do FOX Sports em torneio de lendas

Entre os exemplos de jogadores que deixaram as dificuldades de lado para vencerem na vida está o de Diego Silva Cordeiro, mais conhecido como Baiano. Nascido em Capim Grosso, na Bahia, o volante pensou em cometer suicídio quando ainda jovem, mas superou a difícil situação para brilhar com as camisas de grandes clubes do país e do exterior.

De infância muito pobre, Baiano se mudou para Santos ainda jovem para ser camelô, mas também com o sonho de se tornar jogador profissional. Em 1993, o Santos Futebol Clube abriu as portas para o menino, que dois anos mais tarde, em 1995, viu as coisas desandarem, principalmente após perder, num curto espaço de tempo, a sua mãe e o seu pai. Tentou se matar se atirando na frente de um ônibus, mas sobreviveu.

Veja as últimas do Mercado da Bola e quem pode chegar ao seu time

 

Se inscreva no canal do FOX Sports Brasil no YouTube

“Fui para Santos para ser camelô. Vendi calcinha, cueca, isqueiro, acendedor de fogão, leque chinês, e o Santos me abriu as portas. Em 1993, eu entrei no infantil, mas infelizmente, em 1995, perdi o meu pai e a minha mãe com 15 para 16 anos, onde tentei o suicídio, mas graças a Deus o futebol mudou a minha vida e, hoje, estou vivo para poder contar um pouco da minha história”, afirmou o jogador, em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br.

Gringos elegem os cinco maiores do Brasil; veja o resultado

Em 1996, enfim foi revelado como profissional no Peixe, e deslanchou na carreira. Passou pelo Palmeiras, Vasco, Atlético-MG, além de ter tido carreira internacional. Já pela Seleção Brasileira, foi um dos grandes destaques do título do Pré-Olímpico dos anos 2000, apesar de, poucos meses depois, o Brasil ter sido eliminado para Camarões nas quartas de final das Olimpíadas de Sydney.

Em 2005, assinou com o Boca Juniors e foi um dos poucos negros a atuarem e terem destaque no futebol argentino. A passagem por lá, porém, também ficou marcada por um episódio chato na carreira do meio-campista, após o caso de racismo de Desábato, ex-Quilmes, com Grafite, ex-atacante do São Paulo, na Libertadores de 2005.

“(Sofri preconceito) depois que aconteceu aquele episódio com o Grafite. Até então eu estava no céu, morando em Puerto Madero, o Boca me dando todo o suporte, mas infelizmente depois do episódio, fui xingado de algumas coisas, mas já ficou no passado, agora é outra vida. O futebol não é fácil”, prosseguiu Baiano, que hoje mora em Brasília junto da família, e apesar dos percalços na vida, hoje só tem a agradecer.

“Se hoje estou vivo aqui, é porque Deus tinha um plano na minha vida, e tem um plano na minha vida e me abençoou. Gratidão a Deus e ao futebol, que mudou toda a minha história”, completou.

Crédito da foto: reprodução/ FOX Sports 

 

 

Publicidade
Link copiado para a área de transferência!
Publicidade