Baú do Micheletti: E se Dener tivesse ficado no futebol paulista?

Baú do Micheletti: E se Dener tivesse ficado no futebol paulista?

Não se sabe se o promissor atacante ex-Portuguesa, Vasco e Grêmio seria um Ronaldinho, Neymar ou Robinho, mas é certo que era diferenciado

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Rogério Micheletti

“Só morreu porque estava dormindo... Se estivesse acordado teria driblado a morte”, escreveu de forma genial Armando Nogueira logo após o acidente automobilístico que tirou a vida de Dener Augusto de Sousa.

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Difícil saber se Dener seria um Ronaldinho Gaúcho, um Robinho ou Neymar. Peguei esses três exemplos porque são estilos de jogadores que mais se assemelham com o eterno Reizinho do Canindé. Ah, também poderia ter falado em Edilson Capetinha, contemporâneo dele.

Para Antônio Lopes e Vagner Mancini, que trabalharam com Dener nos tempos de Portuguesa, o saudoso craque tinha mais talento do que Neymar. “Perto do Dener, o Neymar é pinto”, comentou Lopes.

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O repertório de jogadas de Dener era mesmo amplo. Além disso, Dener, em minha opinião, era mais objetivo do que Neymar. Traduzindo: menos “firulento” do que o jogador do PSG.

O talento de Dener explodiu na Lusa na Copa São Paulo de 1991. O meia-atacante foi o craque da competição em que a equipe rubro-verde conquistou o título. Dener fazia parte de um time que tinha jogadores como Sinval (jogou depois pelo Botafogo), Tico (ponta-direita rápido que teve passagem curta pelo São Paulo), Pereira (ponta-esquerda promissor que desapareceu), Roque (volante de muita pegada e que foi titular durante algum tempo do time luso). Na final daquela competição, a Portuguesa enfrentou o Grêmio, do goleiro Danrlei. E foi um massacre: 4 a 0 para o time paulista.

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Curiosamente, já profissionalmente, Dener jogou dois anos depois pelo time gremista. Foram apenas por três meses, mas o suficiente para encantar os gaúchos. O craque ajudou o Imortal Tricolor a vencer o estadual. “Era um talento absurdo”, destaca o ex-meia Carlos Miguel, um dos principais jogadores gremistas da época.

Pelo Vasco, em 1994, foi campeão da Taça Guanabara e ainda campeão carioca (póstumo). Estava emprestado ao time São Januário e tinha negociação em andamento com o Stuttgart, da Alemanha. Antes de assinar com o time carioca, Dener quase teve o passe negociado com o Corinthians. À época, o alvinegro só não ficou com o craque porque o COF (Conselho de Orientação Fiscal) da Portuguesa vetou a negociação para o rival, mesmo sendo rentável financeiramente ao clube do Canindé.

Abaixo, apenas suposições do que poderia ter acontecido com Dener naquele ano de 1994 se não tivesse deixado o futebol paulista. Além da Lusa, time que era proprietário de Dener, envolvi na história Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Guarani e Ponte Preta.

DENER NO CORINTHIANS – Como já citado acima, Dener esteve muito próximo de vestir a camisa do Corinthians. E se isso acontecesse, Dener realizaria o desejo de boa parte da família, principalmente do avô, alvo de suas brincadeiras. Dener costumava dizer que se a ida para o Timão se confirmasse, ele entraria no Parque São Jorge pela primeira vez dirigindo o “Pássaro Branco” (o Mitisubishi Eclipse branco) e gostaria de ouvir a antiga sirene do clube tocando para anunciar a sua contratação. Em 1994, no Corinthians, teria a parceria de Marcelinho Carioca e do artilheiro Viola. O trio certamente vingaria.

DENER NO SÃO PAULO – Apesar de boa parte da família torcer para o Corinthians, Dener tinha um carinho especial pelo Tricolor Paulista, clube da infância. O menino da Vila Ede, zona norte da capital paulista, gostava muito de ver o time que ficou batizado de “Menudos do Morumbi”. Caso tivesse ido para o São Paulo, Dener poderia ser o primeiro passo para uma reformulação no elenco comandado por Telê Santana. E não teria pressão. Afinal, o São Paulo era o atual bicampeão da Libertadores e bicampeão Mundial.

DENER NO PALMEIRAS – Com a parceria fortíssima da Parmalat, não seria muito difícil imaginar Dener em um time palmeirense muito competitivo. Sob o comando de Luxemburgo, Dener poderia estar no “céu” ou no “inferno”. O rigoroso e competente treinador certamente daria vários “puxões de orelha” no craque. Mas isso não seria obstáculo para que ele brilhasse na equipe que tinha Edmundo, Evair, Zinho, Roberto Carlos, César Sampaio, entre outros. Talvez brigasse por posição com Edilson Capetinha ou Rincón.

DENER NO SANTOS – A genialidade de Dener foi muitas vezes comparada à do Rei Pelé. No Peixe, Dener certamente vestiria a camisa 10 e colocaria aquela equipe em outro patamar. Mais tarde, com a possível vinda de Giovanni, formaria uma dupla que se completaria nos gramados. No começo de Vila Belmiro, Dener teria total apoio de ídolos eternos do clube, casos de Serginho Chulapa, Coutinho, Lima e Clodoaldo. Além, claro, do próprio Pelé. Com Dener na equipe talvez o alvinegro praiano não amargaria mais anos sem títulos importantes.

DENER NA PORTUGUESA – Se ficasse na Portuguesa, Dener poderia ver pouco tempo depois o surgimento de outros bons jogadores oriundos da categoria de base do clube, casos de Zé Roberto e Rodrigo Fabri. Dener seria visto na equipe como uma referência pelos garotos. Mais maduro, além de camisa 10, Dener talvez virasse o capitão da equipe. Com Dener permanecendo no clube, a equipe do Canindé teria mais chance de ser campeã paulista (algo que não acontece desde 1973).

DENER NO GUARANI – Não seria utopia imaginar Dener com a camisa do Bugre em 1994. O time campineiro costumava contratar jogadores de peso. Beto Zini, principal cartola do Guarani, investia pesado na formação de grandes equipes. No Brinco de Ouro, Dener deveria ter como companheiros jogadores como Djalminha, Amoroso e Luizão. Promessa de um Bugre muito guerreiro e talentoso.

DENER NA PONTE PRETA – Essa é a hipótese menos provável das citadas. A Ponte não vivia bom momento financeiro, portanto fica mais difícil imaginar Dener assinando com a equipe de Campinas. Mas caso pintasse no Moisés Lucarelli, Dener seria uma espécie de “andorinha solitária”. Claro, que com ele em campo, o apaixonado torcedor ponte-pretano certamente se empolgaria e lotaria muito mais o estádio Majestoso, que se tornaria uma “panela de pressão” no estadual e também no Brasileirão da Série B.

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Créditos da foto: Alexandre Vidal/Flamengo

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