Pais das vítimas se revoltam e suspendem negociações com Flamengo

Parentes das vítimas do incêndio não aceitaram os valores oferecidos pelo time carioca. Advogados do Rubro-Negro afirmam que o valor corresponde a 15% do orçamento anual do clube

Gazeta Press

O acordo entre as famílias das 10 vítimas fatais do incêndio do Ninho do Urubu e a diretoria do Flamengo parece cada vez mais difícil. No encontro realizado na tarde desta quinta-feira, na sede do Tribunal de Justiça, os parentes dos atletas saíram da reunião revoltados com o clube da Gávea e garantiram que só vão reabrir as negociações quando forem tratados com respeito pela agremiação rubro-negra.

Em entrevista divulgada pela Rede Globo, Cristiano, pai do goleiro Christian, disse que o Flamengo não tem demonstrado nenhum respeito com os pais e, ao contrário do que foi dito, não está dando apoio de qualquer tipo aos familiares dos jovens mortos. Cristiano afirmou que o grupo se sente desamparado por todos, principalmente pela diretoria do clube rubro-negro.

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“Queria saber se eles não são pais, pelo que estão fazendo com a gente. A tortura que o Flamengo está fazendo conosco. Estão nos tratando como palhaços”, afirmou.

O pai do goleiro Bernardo Pisetta, também vítima do incêndio na concentração, afirmou que o Flamengo apresentou valores muito abaixo do esperado e lamentou que o presidente Rodolfo Landim não tenha aparecido para conversar com as famílias e nem tenha mandado alguém no clube com capacidade para decidir.

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“Peço a todos os torcedores do Flamengo que têm mandado mensagens para nós que reflitam sobre a forma como o clube está nos tratando”, disse.

Para Marília, mãe do jogador Arthur, os filhos morreram juntos então as famílias devem continuar lutando juntas. Ela disse que as pessoas só queriam ser tratadas com dignidade pela diretoria do Flamengo.

“Não tem preço, não vão trazer nossos filhos de volta, mas a gente queria respeito porque nenhum dinheiro vai trazer nosso filho de volta.. Ninguém sabe a dor que eu estou sentindo, somente eu sei a dor”, comentou.

Segundo informações da advogada Paula Wolff, os parentes das crianças que morreram no incêndio encamparam a proposta do Ministério Público: R$ 2 milhões de indenização, além de R$ 10 mil mensais de pensão até que o ano em que as vítimas completassem 45 anos – cerca de 30 anos. O Flamengo não aceitou a proposta e nem aceitou discutir alternativas, segundo os representantes dos atletas.

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Crédito: Nayra Halm/ Fotoarena

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