River Plate emite comunicado oficial e diz que recusa final da Libertadores em Madri

River Plate emite comunicado oficial e diz que recusa final da Libertadores em Madri

Na tarde deste sábado (1 de dezembro), os Millonarios publicaram uma nota em seu site defendendo a realização da decisão do torneio continental em território argentino

FOX Sports

Mais um capítulo estende a longa novela que envolve a partida de volta da final da Conmebol Libertadores entre River Plate e Boca Juniors. Logo após a Fifa autorizar a realização da partida em Madri, os Millonarios, mandantes do jogo, emitiram um comunicado em seu site oficial informando sua recusa de participar do jogo transferido para a capital espanhola.

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A equipe ressaltou durante a nota publicada em seu site que se opõe à mudança para qualquer localização. O argumento tem como base de que a alteração “distorce a concorrência, prejudica quem adquiriu o ingresso e afeta a igualdade de condições”, já que o Boca pode mandar a partida de ida no estádio La Bombonera.

O clube ainda se diz livre de qualquer culpa sobre os ocorridos no último dia 24, atribuindo a responsabilidade aos órgãos de segurança argentinos. Além disso, o River Plate afirma que “é incompreensível que o clássico mais importante do futebol argentino não possa se desenvolver normalmente no mesmo que país (a própria Argentina) em que atualmente ocorre o G20”.

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Por fim, o comunicado pede que o espetáculo não seja inviabilizado por um pequeno grupo. “O futebol argentino, como um todo, e a Associação de Futebol Argentino (AFA) não podem, nem devem, permitir que um punhado de violento impeça o desenvolvimento do Superclássico em nosso país”, encerrou.

Confira abaixo o comunicado na íntegra:

A partir do anúncio feito ontem, sexta-feira 30 de novembro, ante a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), o River Plate confirma sua recusa em mudar de local. O Clube entende que a decisão distorce a concorrência, prejudica quem adquiriu o ingresso e afeta a igualdade de condições pela perda da condição local.

Seguem-se as razões pelas quais o River Plate sustenta a posição acima mencionada:

- A responsabilidade pelo insucesso da operação de segurança no sábado, dia 24 deste mês, ocorrida fora do perímetro preparado para o evento, foi, além de pública e notória, assumida abertamente pelas mais altas autoridades do Estado. Isso equivale a dizer que os eventos que o River Plate lamenta - e pelos quais se solidarizou de maneira oportuna - não são responsabilidade do clube.

- Mais de 66 mil pessoas no estádio esperaram pacientemente por cerca de oito horas no sábado e voltaram ao estádio pela segunda vez no domingo. A esses mesmos espectadores agora é negada - injustificadamente - a possibilidade de testemunhar o espetáculo, em virtude da evidente diferença de custos e da distância apropriada ao local escolhido.

- É incompreensível que o clássico mais importante do futebol argentino não possa se desenvolver normalmente no mesmo país que nos dias que correm um G20 se desenvolve. O futebol argentino, como um todo, e a Associação de Futebol Argentino (AFA) não podem, nem devem, permitir que um punhado de violentos impeça o desenvolvimento do Superclássico em nosso país.

Crédito Foto: EFE

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