Conmebol define caso Gallardo, e River está na final da Libertadores

Conmebol define caso Gallardo, e River está na final da Libertadores

Apesar de o treinador ter entrado no vestiário quando não poderia, já que estava suspenso, entidade não anulou a partida contra o Grêmio

FOX Sports

Neste sábado (3 de novembro), o sonho da Conmebol Libertadores de 2018 chegou ao fim para o torcedor do Grêmio. Para determinar o resultado do ‘caso Gallardo’, o Tribunal Disciplinar da entidade realizou julgamento longo, desde a manhã da última sexta-feira, e as notícias não foram nada boas para a equipe gaúcha. Com uma sentença favorável ao River Plate, a entidade acabou rechaçando as demandas do Imortal pelos pontos na partida, sacramentando a eliminação do atual campeão da competição.

Por ter descumprindo a suspensão da Conmebol e ter ido ao vestiário no intervalo, o treinador argentino acabou suspenso por outras três partidas em competições da entidade, além de multa de 50 mil dólares (R$ 184,7 mil).

Entenda o caso:

Depois da derrota por 2 a 1 para o River Plate na Arena do Grêmio, na última terça-feira (30 de outubro), o time Gaúcho fez uma reclamação oficial à Conmebol para que o time argentino fosse julgado pelo descumprimento da punição do treinador. Mesmo suspenso para a partida, Marcelo Gallardo manteve contato via rádio com seu auxiliar Matías Biscaya, que comandava a equipe no gramado, e visitou seus jogadores no vestiário durante o intervalo.

O Grêmio argumentou que as ações do treinador infringem o regulamento da competição e cita o Código Disciplinar da Conmebol para embasar sua petição. O artigo 19 do código fala sobre a “Determinação do resultado de uma partida por responsabilidade ou negligência de uma das equipes“ e prevê que a equipe infratora seja punida com a derrota por 3 a 0.

Os artigos 56 e 76 completaram o embasamento tricolor. O primeiro apresenta os “motivos para reclamar contra o resultado de uma partida”, com o time gaúcho focando especificamente no item C: “Qualquer outro incidente grave, estabelecido pelo presente regulamento, que tenha tido influência no resultado de uma partida”. Já o segundo, especifica como deve se portar um treinador ou membro de comissão técnica em caso de suspensão.

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“O diretor esportivo/técnico, qualquer membro do corpo técnico ou demais oficiais sancionados com a suspensão de suas funções, poderão presenciar partida(s) na(s) qua(is) esteja vigente sua suspensão unicamente das arquibancadas. Não poderá acessar o vestiário, túnel, banco de reservas ou área técnica antes nem durante a partida, nem poderá por nenhum meio comunicar-se com sua equipe”.

Os gaúchos também utilizaram provas de áudios, vídeos e fotografias, além da presença de testemunhas que corroboraram com sua petição e o relatório do delegado do jogo, que tem grande peso, já que de acordo com o artigo 53 do regulamento, “salvo prova contrária, presume-se certo”. No documento, o delegado afirmou ter se direcionado ao vestiário dos Millonarios após ser informado da presença do treinador, mas foi impedido por seguranças da equipe argentina.

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Crédito da foto: Diego Haliasz/River Plate

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