Grêmio se diz confiante para ir à final da Libertadores e desabafa: "Integridade do futebol em jogo"

Nesta quinta-feira (1), o presidente do clube gaúcho, Romildo Bolzan Jr, falou sobre a reclamação feita junto à Conmebol, após a eliminação nas semifinais para o River Plate

FOX Sports

Após ser eliminado da disputa da Conmebol Libertadores 2018, sendo derrotado por 2 a 1 pelo River Plate, na Arena, no jogo decisivo das semifinais, o Grêmio ainda mantém esperanças para chegar à final da competição. Nesta quinta-feira (1° de novembro), o presidente do clube, Romildo Bolzan Jr, concedeu entrevista coletiva para explicar a reclamação que o clube gaúcho fez junto a Conmebol, na tentativa de reverter o resultado contra os argentinos. O julgamento está marcado para este sábado (3), às 13h30, em Luque, no Paraguai. 

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No início da coletiva, o mandatário citou o VAR – Video Assistant Referee -, que na sua visão, foi mal utilizado no primeiro gol do River Plate. No lance, há o questionamento de que o atacante Santos Borré teria finalizado com o braço, após lançamento de Pity Martínez na área. O árbitro, entretanto, não pediu para rever a jogada, diferentemente do que fez no segundo gol argentino, após a bola ter resvalado no braço do zagueiro Bressan, com o pênalti sendo marcado logo em seguida.

“Fomos prejudicados no jogo, tivemos um gol absolutamente nulo, e não tivemos, nem tampouco na visão do VAR, um prejuízo da não visualização da arbitragem...Estamos de acordo com o que tem sido feito, com a transparência, o que pode ser mais aprofundado é o VAR. Se o árbitro está exposto em campo para ser examinado por todos, porque os que não estão na sala não estão sujeitos a uma auditagem”, afirmou.

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Na sequência, Bolzan citou o ponto chave da reclamação gremista: a ida do técnico do River Plate, Marcelo Gallardo, que estava suspenso, ao vestiário da sua equipe durante o intervalo. O mandatário ainda confirmou que o Grêmio tem todas as provas necessárias sobre o ocorrido.

“O técnico do River estava suspenso e participou da partida de uma forma direta, com tudo o que diz respeito às suas atividades. Quem se comunica, que tem rádio, fones de ouvido, microfones, e isso é irregular estando suspenso. Na nossa reclamação nós temos todo o trajeto do treinador, desde a saída do camarote até o vestiário”, prosseguiu, lembrando ainda da declaração que Gallardo deu após ser flagrado indo até um dos vestiários da Arena.

“A decisão foi sozinha, solitária dele, e o Grêmio fez prova quanto a todos os sentidos. O treinador diz que fez, não se arrepende, e que era importante a sua participação para o segundo tempo”.

Bolzan também lembrou que a decisão do Grêmio não tem a ver somente com a situação do clube na competição, mas também pela manutenção da dignidade no futebol e também da Libertadores.

“O jogo terminou em 2 a 2 e os critérios levaram à uma vantagem do River. E aí vai o raciocínio: o que está em jogo são valores muito mais profundos. O que está em jogo é a integridade e a moralidade do futebol, é não ser esperto, malandro, meter um boné na cabeça para transgredir. Está em jogo a honra da Libertadores”, complementou Bolzan, que ainda se mostrou confiante para que o Grêmio consiga reverter o resultado, com o River tendo derrota por 3 a 0 declarada, assim como teve o Santos, no confronto das oitavas contra o Independiente.

“Não quero dizer à torcida que estamos 100% garantidos (na final), não temos o controle disso tudo. Juridicamente estamos tão seguros, mas fora dali não tenho nenhuma noção de como os julgadores irão julgar. Mas tudo o que está ali, a reversão do placar para 3 a 0, é tese, é raciocínio, mas fora disso, eu não domino, só esperamos que se faça justiça", completou.

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Crédito da foto: Itamar Aguiar / Agência Freelancer

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