Em guerra com o vice, presidente do Santos desabafa: Clube não é prefeitura

Em guerra com o vice, presidente do Santos desabafa: “Clube não é prefeitura”

Presidente ainda falou sobre os reforços para o segundo semestre e disse que o Estatuto Social foi desrespeitado na votação pelo impeachment na última segunda-feira, no Conselho Deliberativo

Gazeta Press

O presidente do Santos, José Carlos Peres, desabafou em longa entrevista coletiva na noite desta quinta-feira, no CT Rei Pelé.

Em guerra com o vice-presidente Orlando Rollo, Peres pediu ajuda do associado, valorizou a gestão, admitiu erros e afirmou que o clube não pode ser uma prefeitura.

“Não podemos misturar as coisas, primeira postura foi separar o CT. Muita gente vinha, empresários, fechamos a porta, só comissão técnica, jogadores, funcionários e vocês da imprensa. Separamos para falarmos de futebol. Isso foi muito bom porque deixamos o jogador bem blindado. É por isso que os resultados vieram desde o jogo contra o Cruzeiro. Passei a acompanhar equipe, abracei, passei a conversar mais com a comissão técnica e não perdemos. O mais importante de tudo é ter humildade daqui para frente. Galgamos altura boa. Eu seria o primeiro a colocar o Santos na segunda divisão na história. Houve reação, técnico top, comissão top, contratações precisas. Contratações sem dinheiro no primeiro semestre. Contas zeradas! Pagamento para cinco dias depois, muita bandalheira entulhada. O que se destaca são essas divergências, ninguém destaca o que foi pago, maior venda da história das Américas, garoto de 17 anos vendido maior que a multa. E multa era excessiva. O que de bom aconteceu: contratamos Gabigol, artilheiro, passou fase mais ou menos, criticaram, menino mostrou valor e está fazendo gols. Sasha e Dodô. Três contratações só, substituindo jogadores que aqui saíram”, disse o presidente.

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“Eu trabalho 14 ou 15 horas por dia. Houve problema com as pessoas que têm interesse no clube. Gastaram milhões para conseguir dois impeachment políticos, sem dolo, é lamentável pela grandeza do clube. Presidente do Conselho Deliberativo reconhece que o estatuto é confuso e permite que 20 pessoas possam conturbar o ambiente do Santos. Pessoas com interesse contrariado. É bom ressaltar que clube está organizado, pagamentos em dia, não devemos um centavo para ninguém. Existe entulho financeiro para pagar, R$ 119 milhões até dezembro. Foram acumulando dívidas e jogando para frente. Clube fatura R$ 8 milhões e gasta R$ 12. Há muito fazer, mas tem Comitê de Gestão para passar tudo por lá. Tem que se modernizar, dar exemplo que com honestidade dá para chegar. Falar em caos é para quem interessa, clube nunca esteve tão organizado. Abro a porta para os jornalistas verem financeiro, marketing. Nunca tivemos marketing como agora e torcida está adorando. Fazemos tudo que prometemos, voto à distância aguardando homologação do Conselho. Tudo que pediram e prometemos nós cumprimos. Só não esperava ter fogo amigo que me espetou desde o primeiro dia. Isso foi exposto, quando nunca deveria ser. Não frequento redes sociais, não ataco, e informações são passadas. Eu não posso. Documentos sobem, é um boicote diário. É ano para arrumar. Situação é caótica e pergunto como ex-gestão quis se eleger”, completou.

O presidente ainda falou sobre os reforços para o segundo semestre e disse que o Estatuto Social foi desrespeitado na votação pelo impeachment na última segunda-feira, no Conselho Deliberativo.

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“Agora contratamos Bryan, Sánchez e Derlis, certeiras. Falta Bryan entrar em forma para ser 100%. Não contratamos batalhão, 150 na última gestão. Foram seis com qualidade. De seleção! Graças a Deus está aí o resultado. Futebol, quando existe crise e aproveitaram o momento para coletar assinaturas, é uma crise que vai embora, mas volta. A gente fala isso para os jogadores. Temos que ficar alertas, correr atrás. Desculpe o desabafo. Clube está funcionando 100%, quem administra sou eu, Comitê de Gestão. Tem um e um que responsabiliza. Não são dois. Foram ilações absurdas. Tivemos esse julgamento de segunda-feira. Vencemos as duas, estatuto é claro. São 2/3 dos presentes. Retiraram seis e falaram que só os votantes. Isso golpeia o estatuto. Vencemos a primeira e segunda. Tudo isso é preocupante. Separo do futebol e aqui temos que falar de agenda positiva, do que agrega. Clube é maravilhoso, estamos fazendo internacionalização. Fomos ao México, há muitos avanços. Não estamos fazendo dívidas, pagando tudo em dia. Nunca aconteceu isso”, explicou.

“No dia 10, quando houve eleição, estava definido. Gente na porta com tablet pegando uber pra chamar gente em casa. Não há resistência e mesmo assim vencemos apertadíssimo de acordo com o Estatuto. Tem que ter 2/3 dos presentes e não dos votantes. Pressão foi grande, retiraram seis e disseram que não estavam presente. Sumam, varinha mágica. E ficou 242, com cálculo em cima dos 242. É de dar vergonha. E é obrigado a ouvir: “Olha, é que o estatuto é confuso”. É só ler. Está lá o artigo que fala que tem que ser sobre os presentes”, concluiu.

A coletiva de imprensa de José Carlos Peres ocorreu poucos minutos antes do vice-presidente Orlando Rollo falar, em outro endereço.

Crédito da foto: Ivan Storti/Santos FC

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