Rosenberg explica impasse sobre valor da Arena Corinthians

Rosenberg explica impasse sobre valor da Arena Corinthians

Diretor de marketing do clube concedeu entrevista exclusiva ao programa FOX Sports Rádio nesta quarta-feira (8 de agosto) e falou sobre o imbróglio envolvendo o estádio

FOX Sports

A Arena Corinthians é um assunto que causa apreensão na torcida alvinegra. O impasse sobre os custos do tão sonhado estádio do Timão deixa o clube paulista em situação financeira delicada. Nesta quarta-feira (8 de agosto), o diretor de Marketing Luis Paulo Rosenberg concedeu entrevista exclusiva ao programa FOX Sports Rádio e explicou todo o imbróglio que envolve a casa do atual campeão brasileiro.

Rosenberg explicou como se deu o processo de financiamento da Arena, que a princípio não era visto como o local para a abertura da Copa do Mundo de 2014.

“O financiamento total da linha de credito é uma coisa de R$ 400 milhões, R$ 450 milhões, a preço de oito anos atrás, esses pagamentos vêm sendo feitos. E é interessante: aquele que foi considerado o maior risco, por ser um investimento privado, é o financiamento que vem sendo pago. Ao contrário dos demais. O prazo está fixado, nós devemos ter mais uns oito anos para pagar o financiamento do BNDES. A característica particular do nosso é de que tudo isso já estava combinado, o Corinthians ia fazer um estádio que servia para jogos de Copa, não para a abertura, onde tem uma exigência muito maior tanto de tamanho quanto de acabamento. Houve um impasse com o Morumbi, onde o São Paulo exigiu que aqui ocorresse a abertura, e então veio a pressão para o Corinthians fazer a ampliação e, dessa forma, transformar em um estádio de Copa. O que o Corinthians disse foi o seguinte: “o Corinthians não tem vantagem nenhuma em ter um estádio de abertura de copa, mas se houver a percepção pelo estado, pela cidade, pela união de que é importante e dar retorno social que a abertura seja em São Paulo, desde que bancassem esse custo adicional, o Corinthians se dispunha a crescer a sua arena”. Esse custo adicional contou com esse instrumento desse certificado de investimentos, uma lei que já existia há algum tempo para promover o desenvolvimento da Região Leste, a mais pobre de São Paulo. Então o estádio cresceu com esses dois aspectos: aquele que era o estádio original do Corinthians, e o adicional, cujo os recursos seriam advindos da venda de CID”, disse.

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O diretor de marketing ainda falou sobre divergências entre o clube paulista e a construtora responsável pela Arena Corinthians.

“A obra se desenvolveu, houve alguns dispêndios adicionais, houve algumas obrigações da empreiteira que o Corinthians considera que não foram completadas. Então você tem uma situação de absoluta tranquilidade que é o financiamento repassado pelo BNDES através da Caixa, com prestações claras, com compromissos específicos, que redonda nesses R$ 6 milhões que o (Benjamin) Back mencionou. E existe uma controvérsia entre o Corinthians e a construtora em relação ao que é esse adicional, o quanto dele é coberto pelo CID, etc. Esse número adicional varia alguma coisa em torno de, entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões, que é número que o Corinthians considera razoável, a empreiteira considera R$ 800 milhões, R$ 900 milhões. Então esse assunto está quase que em uma caixa-preta. O Corinthians teve uma posição, a construtora outra”, afirmou o cartola.

Rosenberg ainda detalhou o que vem sendo feito pela diretoria e dizendo o valor aproximado do preço do estádio corintiano.

“O Corinthians, no momento, está focado em resolver todos os impasses herdados nessa gestão com a Caixa. Está muito bem, nós estamos tudo com o que tinha sido prometido e não cumprido realinhado num processo dinâmico de contratação, algumas cláusulas que o Corinthians gostaria de ver revisadas, mas em um diálogo muito franco. E não tendo relações normais com a construtora e se preparando para assim que estiver tudo claro com a Caixa Econômica abrir esse novo fronte de negociação. É difícil te dizer qual é o total da dívida. Mas deve ser alguma coisa entre R$ 500 milhões mais 600 milhões, então R$ 1,1 bilhão e R$ 1,4 bilhão”, encerrou.

Crédito da foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

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