Autor de gol histórico da Chape fala em falta de maturidade e corre atrás de segunda chance

Autor de gol histórico da Chape fala em falta de maturidade e corre atrás de segunda chance

Wagner, autor do primeiro gol internacional da história da Chapecoense, está sem clube e culpa a falta de instrução e imaturidade por ter 'se perdido' na carreira nos últimos anos

Daniel Bocatto

Pode ser que boa parte do torcedor brasileiro apaixonado por futebol não se lembre dele, mas a torcida da Chapecoense tem o nome dele gravado na memória: Wagner. O meia-atacante foi o responsável pelo primeiro gol internacional da história do time catarinense. O momento marcante aconteceu diante da Ponte Preta, no dia 19 de setembro de 2015, no Moisés Lucarelli, em confronto pela Copa Sul-Americana. O próprio Wagner conta a partir da sua própria visão em campo como que o lance se sucedeu até chegar à finalização final.

“O lance começou com um lançamento em profundidade para o João Afonso. A bola estava mais para o zagueiro da Ponte Preta do que para o João Afonso, e o zagueiro acabou furando em bola. Depois vi que o João Afonso entrou livre dentro da área e eu estava do outro lado do campo. Corri para o segundo poste, pois o Roger já tinha feito a movimentação de centroavante, e a bola acabou chegando no segundo poste. Eu só tive o trabalho de empurrar para as redes”, contou o meia em entrevista ao FOXSports.com.br

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Hoje sem clube depois de uma passagem discreta pelo Bangu, o meia-atacante se diz mais maduro e aguarda por uma segunda chance no futebol. “Logo quando marquei o gol, não tinha noção do quanto foi importante e também jamais imaginaria que entraria para a história do clube. Com o tempo a ficha foi caindo vendo as matérias nos jornais na TV e nas rádios, e até hoje sou lembrado por ter feito o primeiro gol em competições internacionais”, conta o meio-campista, que explica o porquê de não ter conseguido dar um futuro melhor à sua carreira e quais foram os empecilhos que o atrapalharam na sequência dos anos.

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“Acredito que tenha sido pela falta de maturidade. Sair de uma série C de Campeonato Gaúcho, em 2014, ganhando 700 reais, e ir para uma chapecoense em 2015, já ganhando muito mais muito mais que até eu imaginava ganhar, acabei me deixando levar. Faltou maturidade, mas também serviu de lição, pois hoje se tivesse uma oportunidade igual a que tive em 2015, com certeza faria totalmente ao contrário do que fiz naquela época”, explica o atleta, que treina de forma particular enquanto aguarda uma proposta para seguir carreira. Apesar do anonimato, Wagner disse que chegou a ser procurado por times do exterior, mas que prefere agir com calma neste momento.

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“Houve algumas procuras de clubes neste momento? Aqui no Brasil não teve muitas até pelo histórico do meu passado, mas para fora do país já teve alguns empresários me procurando para me levarem. Mas procuro trabalhar com os pés no chão e se tiver que acontecer vai acontecer”. Graças à família, Wagner se vê com um presente muito melhor do que o passado e dedica sua felicidade à mulher e ao filho.

“Estou pronto para voltar a jogar e vestir a camisa de grandes clubes do Brasil. Tudo na vida é um aprendizado, e aprendi muito com meus erros. Hoje sou um homem, tenho minha esposa, que também está sempre me ajudando a melhorar no dia a dia. Meu filho que me fez pensar e mudar muito minhas atitudes, então hoje tudo que faço é pensando em minha família, então procuro sempre fazer o bem e andar na linha para que as coisas evoluam não só na minha vida pessoal, mas como na minha vida profissional”, finalizou.

Crédito: Gustavo Magnusson/ Fotoarena

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