Icone da Copa 94 revela arrependimento por nao ir para o Botafogo Faria diferente hoje

Ícone da Copa-94 revela “arrependimento” por não ir para o Botafogo: “Faria diferente hoje”

Em entrevista ao FOXSports.com.br, o ex-goleiro da seleção dos Estados Unidos Tony Meola lembrou quando esteve perto de acertar com o Glorioso, após a disputa do Mundial que terminou com o Tetra do Brasil

José Ricardo Leite

Orgulho por um dos jogos mais históricos da sua seleção, mas também flashes de noites mal dormidas pela chance desperdiçada. É assim que um dos ícones da história da seleção dos Estados Unidos vê o histórico confronto contra o Brasil, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1994, em São Francisco, em um difícil 1 a 0 para os brasileiros com gol de Bebeto.

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O duelo ocorreu em 4 de julho, dia da independência americana, e estava cheio de expectativas por conta da boa campanha da seleção da casa, que na primeira fase havia desbancado a Colômbia, tida como uma das favoritas no torneio. E, naquele jogo, os americanos tiveram a chance de abrir o placar logo no começo, mas desperdiçaram. E ainda tiveram bom controle da partida depois da expulsão de Leonardo e com a vantagem numérica em campo.

O goleiro era Tony Meola, que disputou três Copas por sua seleção (90, 94 e 2002) e é um dos grandes ícones dessa competição, sobretudo pela edição de 94, quando fez belas defesas por sua seleção, na época ainda uma força emergente. Ele diz que o jogo mudou o patamar do futebol em seu país, mas revela que Romário e Bebeto ainda lhe causam calafrios quando se lembra desse jogo.

“Para qualquer atleta, jogar uma Copa é o pico de uma carreira, representar seu país numa Copa do Mundo. Ainda mais para os Estados Unidos, que anos 90 estavam crescendo no futebol. Enfrentar o Brasil foi uma grande experiência para nós e também para o país. Aquele jogo, na época, foi o mais importante que tivemos, o Brasil tinha grandes nomes. Taffarel, Dunga, Bebeto, Romário; eu ainda tenho pesadelos com eles. Aquele jogo foi um grande passo. Nós ainda temos que fazer uma série de coisas para que o esporte siga crescendo no Brasil”, falou em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br.

Meola se recorda até hoje do lance em que Romário conduzia a bola enquanto Bebeto se livrou da marcação para receber e concluir com perfeição no canto direito. E disse que a dupla Bebeto e Romário foi a melhor que já enfrentou.

“Quando Alexi Lalas (zagueiros) não chegou na marcação, e Bebeto concluiu eu só olhei para trás e vi a bola entrando no gol. Eu lembro que aos 2min de jogo tivemos uma grande oportunidade, não aproveitamos e depois tivemos outras. Nós jogamos muito bem. Infelizmente, com a cotovelada de Leonardo em Tab Ramos, nós perdemos o nosso jogador mais criativo no jogo, mas jogamos muito bem”, prosseguiu.

“Bebeto e Romário juntos (foram os melhores que enfrentou). Carlos Alberto Parreira foi meu técnico em 97 no New York Metrostars, na Major League Soccer, e falei pra ele: eu ainda sonho com esses dois caras quando estou dormindo.”

Chance de jogar no Botafogo


Um ano depois da histórica Copa do Mundo em seu país, Tony Meola por muito pouco não acertou para jogar no futebol brasileiro. Em 1995, depois de um curto período que se afastou do futebol, chegou a conversar e ter quase tudo apalavrado com o Botafogo.

“Eu realmente queria ir jogar lá. Eles primeiro me ligaram, e eu fiquei surpreso. Via a chance de jogar no futebol brasileiro como uma grande oportunidade em minha carreira. Infelizmente as coisas acabaram não se concretizando, são daqueles tipos de arrependimento que eu tenho na carreira. Mas tenho memórias legais de toda aquela negociação”, disse o ex-jogador.

Meola lembrou que um dos pontos de indefinição foi por ter naquele período possíveis convites do futebol europeu, mas que acabaram não se concretizando. O americano quis esperar, mas acabou permanecendo no futebol de seu país. Ele lembra que chegou a conhecer as instalações do clube e estudou o futebol brasileiro.

“Não sei por que as coisas acabaram por não dar certo, as duas partes tinham detalhes e colocações a se fazer. São daqueles momentos que se eu pudesse fazer diferente....eu teria feito um sacrifício (para que a transação ocorresse). Eu amei a atmosfera do clube, dos treinos. Para mim era a oportunidade de ir para a Europa, mas não veria nenhum problema em jogar no Brasil.”

O FOX Sports transmite ao vivo os 64 jogos da Copa do Mundo da Rússia a partir do dia 15 de junho. Para acompanhar todas as notícias do Brasil e das outras seleções, confira a página especial do FOXSports.com.br.

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Crédito foto: Logan Bowles/ USA Today Sports Images 

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