São Paulo acumula nove expulsões nos últimos 11 jogos em partidas internacionais

São Paulo acumula nove expulsões nos últimos 11 jogos em partidas internacionais

Cartão vermelho recebido pelo zagueiro Rodrigo Caio no estádio Gigante de Arroyito contra o Rosario Central, em duelo na Conmebol Sul-Americana, aumentou números preocupantes do Tricolor

EFE

A expulsão de Rodrigo Caio aos 35 minutos do primeiro tempo da partida dessa quinta, contra o Rosario Central, no estádio Gigante de Arroyito, gerou um sentimento misto entre são-paulinos de indignação tanto contra o árbitro peruano Victor Carillo como também pela má fase do zagueiro tricolor.

Mais do que isso, o cartão vermelho mostrado na Argentina chamou atenção para uma outra questão, que vai além da discussão técnica do atleta ou da motivação do homem do apito. Afinal, essa foi a nona expulsão de um jogador do São Paulo nas últimas 11 partidas da equipe em torneios da Conmebol.

Desde o duelo com o River Plate, no Morumbi, pela fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2016, o Tricolor Paulista só não teve pelo menos um jogador expulso em quatro jogos.

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As vitórias sobre Toluca e Atlético-MG, em casa, por 4 a 0 e 1 a 0, respectivamente, e a derrota para o mesmo Galo, em Minas, por 2 a 1, todos em confrontos pela Libertadores de 2016, junto ao empate por 1 a 1, no Morumbi, com o Defensa y Justicia, pela Copa Sul-Americana do ano passado, são os únicos jogos desse período em que o São Paulo conseguiu chegar ao fim do tempo regulamentar com 11 atletas em campo.

A curiosidade é que Rodrigo Caio foi o único jogador dessa série a ser expulso ainda no primeiro tempo. Todas os outros oito que receberam o cartão vermelho duraram pelo menos até os 27 minutos da etapa final de seus jogos.

Tudo começou quando João Schmidt teve de ir para o vestiário mais cedo, aos 43 minutos do segundo tempo, durante o triunfo são-paulino sobre o River Plate no Morumbi, por 2 a 1, em 13 de abril de 2016. Essa ficou na conta do árbitro uruguaio Andrés Cunha.

Oito dias depois, Denis e Calleri foram expulsos nos acréscimos do duelo com o The Strongest, no estádio Hernando Siles, em La Paz, em jogo que confirmou a classificação tricolor às oitavas de final graças a um empate por 1 a 1. O árbitro era o chileno Roberto Tobar.

Já pelo mata-mata da Libertadores daquele ano, o São Paulo avançou, mas perdeu para o Toluca por 3 a 1 no estádio Nemesio Díez, no México, e teve Centurión expulso nos acréscimos da etapa final pelo árbitro colombiano Wilson Lamouroux.

Pelas semifinais, foi a vez de Maicon ser o vilão. Na ocasião, o zagueiro tricolor recebeu cartão vermelho aos 27 do segundo tempo da partida contra o Nacional de Medellín e acabou colaborando para a vitória dos visitantes por 2 a 0 no Morumbi. O argentino Mauro Vigliano apitou aquele jogo.

No reencontro, no estádio Atanasio Girardot, na Colômbia, novo revés, dessa vez por 2 a 1, mas com muita reclamação por parte do time brasileiro, que acabou tendo Lugano e Wesley expulsos aos 35 minutos do segundo tempo pelo chileno Patricio Polic.

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Fora da Libertadores em 2017, o São Paulo disputou a Copa Sul-Americana, e caiu logo na primeira fase para o modesto Defensa y Justicia, em um vexame histórico. No primeiro embate entre as equipes, no estádio argentino Néstor Díaz Pérez, Buffarini deixou o tricolor com um jogador a menos aos 30 minutos do segundo tempo, depois de ser advertido pelo árbitro venezuelano Jesús Valenzuela.

Das sete partidas citadas em que acabou tendo um jogador expulso, o São Paulo só venceu uma. Empatou três e foi derrotado em outras três.

No dia 9 de maio, o clube tenta pôr fim a esse estigma justamente no reencontro com o Rosario Central, agora no Morumbi, quando as equipes vão definir quem avança à segunda fase da Conmebol Sul-Americana.

Provavelmente com Bruno Alves no lugar do suspenso Rodrigo Caio, o tricolor precisa de um triunfo simples. A repetição do 0 a 0 lava à disputa de pênaltis, ao passo que qualquer igualdade com gols interessa apenas aos argentinos.

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(Crédito da imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

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