Santos não cogita mais reintegração ou acordo com Zeca e vê como positivas palavras do lateral

Santos não cogita mais reintegração ou acordo com Zeca e vê como positivas palavras do lateral

Dirigentes do Peixe acreditam que o discurso do jogador não se sustenta e apresenta algumas contradições

Gazeta Press

O Santos acredita que o pronunciamento de Zeca e a nota oficial emitida pela OTB, empresa que cuida da carreira do lateral-esquerdo, foram positivos no processo que o atleta move contra o clube desde outubro de 2017.

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Dirigentes do Peixe acreditam que o discurso do jogador não se sustenta e apresenta algumas contradições. Diante das acusações da OTB, de falta de pagamento de direitos e informações plantadas na imprensa, haverá uma ação criminal para os empresários responderem.

O alvinegro não cogita mais a reintegração e nem um acordo com Zeca. A audiência está marcada para abril e o departamento jurídico tem a certeza de vitória. Até lá, o lateral até pode assinar com outra equipe, mas há o risco do pagamento de uma multa de R$ 150 milhões para o mercado interno e R$ 200 milhões para o exterior. Flamengo e Girona-ESP recusaram por esse motivo.

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Em coletiva de imprensa, Zeca explicou sua decisão, chorou, disse que não errou e que não voltará a jogar pelo alvinegro. A ação movida por ele se sustenta em falta de pagamento do fundo de garantia, algo que o Santos nega. Na oratória, porém, a defesa se baseia na falta de segurança no trabalho. Veja abaixo a sequência dos fatos.

Em empate por 2 a 2 diante do Vitória, no dia 16 de outubro de 2017, no Pacaembu, Zeca foi ao alambrado reclamar com torcedores após dar uma assistência para Jean Mota. Horas depois, em uma rede social, publicou dedos do meio e cornetas. Na entrevista desta sexta-feira, afirmou que foi mal interpretado pelos santistas.

Com a repercussão negativa, a antiga diretoria, do presidente Modesto Roma, optou por afastá-lo do time para enfrentar o Sport, no dia 19. O capitão Ricardo Oliveira e outros atletas pediram para que o clube revisse a opção e Zeca foi para a partida, e atuou como titular.

No retorno de Recife, Zeca foi cobrado por alguns torcedores no aeroporto em São Paulo. O lateral alega ter sido agredido no rosto. Algumas imagens da época mostram tapas e empurrões. O atleta, na coletiva, reclamou da falta de um esquema de segurança do clube para a passagem dos jogadores em direção ao ônibus.

Zeca se manteve quieto e enfrentou o Atlético-GO, na Vila Belmiro, no dia 22. O lateral quebrou o silêncio do elenco para conversar com a imprensa no intervalo da partida.

“Nosso time está treinando bem. Empatamos alguns jogos. (…) Acho que a torcida merece coisa melhor. É a hora de dar a cara. Tem de ter personalidade. Amo o Santos e vou lutar por ele”, disse Zeca.

A rescisão contratual foi pedida na Justiça quatro dias depois da declaração de amor. O fundo de garantia foi pago, mas ainda há dívida em luvas e bonificações, o que não é suficiente para a saída do clube sem custos. Na entrevista desta sexta, Zeca disse que as ameaças foram feitas também para a sua mãe, que sofre problemas psicológicos e estava com dificuldade no tratamento. Diante disso, ele decidiu entrar na Justiça e precisou deixar Santos às pressas, sem nem se despedir dos seus companheiros.

Zeca comparou a situação com a de Gustavo Scarpa no Palmeiras. Eles são agenciados pela mesma empresa. O meia, porém, tinha salários atrasados no Fluminense e, rapidamente, conseguiu a rescisão contratual, algo que não deve ocorrer com o ex-santista.

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Crédito da imagem: Ivan Storti/Santos FC

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