Magrão diz que não chegou à Seleção Brasileira por bairrismo e elege melhores do país na posição

Magrão diz que não chegou à Seleção Brasileira por bairrismo e elege melhores do país na posição

Em entrevista ao FOXSports.com.br, um dos maiores ídolos da história do Sport admite que suas atuações acima da média não foram reconhecidas por não atuar em grandes do Rio de Janeiro e São Paulo

Vinicius Ribeiro

Mesmo com 40 anos, Magrão vive uma grande fase no futebol brasileiro. Titular do Sport desde 2007, o goleiro coleciona grandes atuações, que o credenciam como um dos melhores da posição no país. No entanto, nunca foi sequer lembrado para a Seleção Brasileira, nem quando conquistou em 2008 a Copa do Brasil, competição que o Leão volta a campo nesta quarta-feira (31 de maio), contra o Botafogo, às 21h30, com transmissão do FOX Sports, na briga por uma nas quartas de final.

Em entrevista ao FOXSports.com.br, o camisa 1 não ficou em cima do muro e falou sobre o esquecimento com o seu futebol por parte de quem comandou a Amarelinha nos últimos anos. Críticas pesadas foram feitas por parte do goleiro, que afirma ser vítima de um preconceito que assombra todos os atletas que miram um sucesso, mas que estão fora dos grandes centros:

"Vou ser franco. Se eu tivesse feito as apresentações do Sport em qualquer outro clube do eixo RJ-SP, até mesmo Sul-Minas, eu já tinha sido convocado. Aqui no Nordeste é muito difícil. Enquanto um jogador desses centros faz três partidas boas, aqui você precisa fazer nove para repercutir igual às três do eixo", afirmou Magrão, que não vê muita perspectiva de mudança nos próximos anos:

"Eu acho que é bastante complicado chamar alguém do Nordeste. São três grandes goleiros aqui. Mas para ser convocado, o clube vai ter que chegar lá em cima, brigando por competição grande, seja do Brasileiro, ou finais de Sul-Americana. Aí, talvez, alguém será lembrado. Se não chegar, mesmo fazendo milagre, dificilmente será chamado".

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Especialista na posição, Magrão sabe que o futebol brasileiro tem nomes de peso defendendo a meta dos principais clubes do país. O idolo do Sport foi modesto, não se colocou como o melhor em atividade no Brasil e deixou seu palpite sobre quem larga na frente atualmente:

"Gosto muito do Weverton, do Atlético-PR. No momento, o vejo como o melhor goleiro em atividade no futebol brasileiro. Também admiro bastante o Fábio, mas, infelizmente, ele ficou muito tempo fora por lesão", finalizou.

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