Andy Murray e o novo numero um do mundo no tenis

Andy Murray é o novo número um do mundo no tênis

Desistência do canadense Milos Raonic na semifinal do Masters 1000 de Paris faz britânico avançar de forma direta para a final e conquistar os pontos necessários para atingir pela primeira vez o topo do ranking mundial

Gazeta Press

2016 é definitivamente o ano de Andy Murray. O escocês de 29 anos pode dizer que fez história, em diversos sentidos. Depois de chegar à semifinal do Masters 1000 de Paris, o tenista contou com uma desistência do canadense Milos Raonic neste sábado (5 de novembro), para avançar diretamente à final do torneio francês e alcançar, pela primeira vez em sua carreira, o posto de número 1 do ranking mundial da ATP. Com o feito, ele se torna o primeiro britânico da história do tênis a subir ao topo do mundo desde que o sistema de ranking de pontos foi estabelecido, em 1973.

Em comunicado oficial, o número cinco do mundo afirmou que teve problemas ao levantar de sua cama e se preparar para a partida contra o escocês. “Na sexta-feira (4 de novembro), quando a partida estava em 4/2 no primeiro set, senti algo em minha perna. Nesta manhã, tive problemas ao acordar, e ao passar por testes e uma ressonância magnética, foi detectada uma lesão de grau 1 em minha coxa direita. Infelizmente não estarei apto a competir”, disse Raonic.

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Com a desistência, Andy Murray avança diretamente à final em Paris. A vaga garantiu ao escocês a quantia de 600 pontos necessários para bater Novak Djokovic, na luta pelo topo do mundo do tênis. Caso seja vice-campeão do Masters, Murray terá 10,785 pontos na próxima segunda-feira, enquanto o sérvio acumulará 10,780. Em caso de vitória, a diferença subirá para 11,185.

Esta é a coroação de um trabalho árduo executado pelo escocês. Em junho de 2016, no início de Roland Garros, Murray estava cerca de 8 mil pontos atrás de ‘Djoko’. Desde o final da última temporada, o sérvio perdeu 5,805 pontos no circuito, enquanto o novo número 1 do mundo cedeu apenas 1,840. No total, Novak Djokovic permaneceu no topo do mundo por 122 semanas. Já Murray precisou de 76 semanas como número 2 para enfim atingir o posto mais almejado pelos tenistas.

Em 2016, o escocês fez uma temporada recheada de boas atuações. Foram três finais de Grand Slam, uma vitória, sobre o próprio Raonic em Wimbledon (o segundo título da carreira), e as derrotas em Roland Garros e no Aberto da Austrália, para o rival Djokovic. Além disso, faturou o bicampeonato olímpico inédito, ao triunfar sobre o argentino Juan Martín Del Potro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

No âmbito pessoal, Murray deu as boas-vindas a sua primeira filha com a esposa Kim Sears, Sophia. A garotinha nasceu em fevereiro, levando o escocês a recarregar as energias para permanecer mais tempo ao lado da herdeira. A partir de maio, ele retomou a força nos torneios, faturando o Masters 1000 de Roma, também sobre ‘Djoko’. A sequência foi um acumulado de títulos, ATP 500 de Londres e Pequim, e mais dois Masters, de Xangai e Viena.

Agora, para aumentar a gordura de pontos sobre o sérvio, novo número 2 do mundo, o escocês tentará a vitória nas quadras de Paris. Para isso, enfrentará o americano John Isner, que eliminou o croata Marin Cilic na manhã deste sábado, por 2 sets a 0, 6/4 e 6/3. Em caso de vitória, Murray acumulará seu 74º triunfo somente nesta temporada, batendo seus próprios recordes pessoais. A partida está marcada para este domingo (6 de novembro Brasília).

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