Três anos, dois técnicos e um título: o Manchester United pós-Ferguson

Três anos, dois técnicos e um título: o Manchester United pós-Ferguson

Após temporadas decepcionantes, clube busca retomar o caminho dos títulos, e José Mourinho é o treinador ideal para os Red Devils voltarem ao protagonismo

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O fim de uma era deu início a outra: a do Manchester United sem Sir Alex Ferguson, após um casamento de 27 anos. Três temporadas depois da saída do técnico, o saldo é ruim para os Red Devils: dois comandantes demitidos – o último, Van Gaal -, apenas um título, ausências na Champions League e inúmeros fracassos ao longo deste período. Diante dos insucessos do clube do norte do país, a diretoria contratou, na última sexta-feira (27 de maio), José Mourinho, que esteve cotado no lado vermelho de Manchester desde a sua saída do Chelsea, em dezembro.

A temporada 2015/16 terminou da forma que até o mais pessimista torcedor do Manchester United se surpreenderia. Eliminado na fase de grupos da Champions, os Red Devils apenas figuraram na Premier League, vendo de longe o título do Leicester; não bastasse tamanho desempenho ruim na liga inglesa, as eliminações para o maior rival Liverpool, na Europa League, e para o Midelsbrough, na Copa da Liga, deixaram insustentável o cargo do técnico Louis van Gaal, que levantou a Copa da Inglaterra como consolo, mas não o suficiente para sua permanência no comando do clube.

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David Moyes

Compatriota e indicado por Alex Ferguson, David Moyes chegou ao Manchester United credenciado por nove anos de trabalho à frente do comando do Everton. Para a temporada 2013/2014, a primeira – e que se tornou a única – do treinador, a diretoria dos Red Devils acreditou no elenco que possuía nos últimos anos, e trouxe apenas Juan Mata e Felaini. O que não bastou ao escocês.

Passagem de escocês pelo United não deixou saudades (Getty Images)

Desde o início contestado pela torcida do United, Moyes também não teve o respaldo necessário da diretoria do clube. O ponto alto do trabalho do treinador foi ter alcançado as quartas de final da Champions League, sendo eliminado pelo Bayern München, que viria ser o campeão. Com o elenco de idade avançada, o técnico sucumbiu ao jovem rival City e sofreu duas goleadas para o time comandado por Manuel Pelegrini, que foi o campeão nacional. No fim, o sétimo lugar na Premier League não pesou tanto para o escocês, pois ele fora demitido antes do término da competição, tendo como substituto Ryan Giggs, em vias de se aposentar, como também fizera Rio Ferdinand ao final da temporada.

Louis van Gaal

Terceiro lugar na Copa do Mundo de 2014, o holandês Louis van Gaal foi escolhido a dedo pelo Manchester United. A mesma precisão também foi utilizada pelo treinador na hora de contratar, e não foi pouco: Di Maria, Blind e Falcao García marcaram o início da era do treinador no clube, sendo o time que mais gastou na Inglaterra em sua primeira temporada.

O investimento, porém, não teve retorno em campo. Van Gaal até levou o Manchester United, por exemplo, de volta à principal competição de clubes da Europa, mas morreu na fase de grupos. Antes mesmo da eliminação, as estrelas Di Maria e Falcão García foram negociados com Paris Saint-Germain e Chelsea, respectivamente. O final da passagem do técnico holandês, que teve 52,43% de aproveitamento à frente do comando dos Red Devils, com 54 vitórias, 25 empates e 24 derrotas em 103 jogos, teve seus pontos positivos, principalmente pelo futebol em alto nível apresentado por Martial e a revelação do talismã Rashford.

José Mourinho

É o maior nome para comandar o Manchester United após três anos, dois técnicos e apenas um título. O português, de 53 anos, chega ao sétimo clube de sua carreira como treinador, e o desafio agora é o mesmo para ele e para os Red Devils: disputar títulos. A equipe não vence a Premier League desde a temporada 2012/13, e ficou fora de duas das últimas três Champions League, sendo apenas figurante quando participou; o técnico, por mais que tenha vencido o Campeonato Inglês em 2014/15, vem de duas demissões em Real Madrid e Chelsea sem ter alcançado o objetivo principal nos dois clubes.

Pelos próximos três anos, Manchester United e Special One, como é conhecido Mourinho, farão da busca incessante por protagonismo a marca do maior vencedor inglês em âmbito nacional. E a chegada de Mou no lado vermelho de Manchester acontece ao mesmo tempo em que Pep Guardiola desembarca no lado azul da cidade. Badalação, obsessão por títulos e rivalidade, elementos que compõem o cenário de toda a carreira do português. Se fora de campo o ‘casamento’ parece o ideal, dentro das quatro linhas o técnico terá muito trabalho a fazer.

Apresentando na última semana, José Mourinho chega ao clube cercado de expectativa (Getty Images)

(Por Jean Lucas)

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