Infantino nega ter envolvimento com empresas citadas no Panama Papers

Infantino nega ter envolvimento com empresas citadas no Panama Papers

De acordo com a imprensa britânica, o novo presidente da Fifa assinou um contrato pelos direitos de transmissão da Uefa Champions League com dois dos acusados no escândalo de corrupção

EFE

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, negou nesta terça-feira (05 de abril) ter envolvimento com uma empresa citada no Panama Papers, escândalo de ocultação de dinheiro por meio de offshores que envolve políticos, empresários e celebridades, e afirmou que não aceitará que coloquem em dúvida sua integridade.

A reação de Infantino é consequência de informações publicadas pela imprensa britânica, que afirmaram que o suíço assinou em 2006, ainda como dirigente da Uefa, um contrato pela venda dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões com duas pessoas ligadas a empresas citadas no Panama Papers, acusadas também de pagamento de propina na investigação realizada pelo FBI sobre a corrupção na Fifa.

"Eu nunca tratei pessoalmente com a Cross Trading nem com seus proprietários, já que o processo foi conduzido por uma equipe de marketing em nome da Uefa. Estou consternado e não aceitarei que minha integridade seja colocada em dúvida por certos veículos de imprensa, especialmente porque a Uefa já divulgou em detalhe tudo relativo a esses contratos", afirmou Infantino em comunicado.

De acordo com a imprensa britânica, o novo presidente da Fifa assinou um contrato pelos direitos de transmissão da Uefa Champions League com Hugo e Mariano Jinkis, dois dos acusados no escândalo de corrupção da entidade, de acordo com os documentos vazados da empresa panamenha de advocacia e gestão de patrimônios Mossack Fonseca.

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O acordo foi feito com a empresa Cross Trading, com sede em um paraíso fiscal e filial da Full Play, propriedade de Hugo Jinkis. A Cross Trading pagou 98 mil euros pelos direitos de transmissão da 'Champions' entre 2006 e 2009 no Equador, que foram posteriormente revendidos a uma emissora do país por 274 mil euros.

"Eu imediatamente entrei em contato com a Uefa procurando clareza. Fiz isso porque não estou mais na Uefa e são eles que exclusivamente detêm a situação contratual relativa à questão. A Uefa já anunciou que vai revisar seus contratos comerciais e respondeu extensamente sobre esses contratos específicos", acrescentou Infantino.

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