Erazo exalta ofensividade do Galo mas admite efeito colateral na defesa

Erazo exalta ofensividade do Galo, mas admite “efeito colateral” na defesa

Zagueiro do Atlético-MG disse que time prefere jogar com a bola nos pés, e que quando não a tem, sofre com adversários

Gazeta Press

Escalado com quatro homens de frente, dois volantes que participam das jogadas de ataque e dois laterais que sobem com constância, o Galo se notabilizou por apresentar um futebol altamente ofensivo, que sufoca os adversários na defesa. Apesar de estar dando muito certo nas últimas temporadas, a estratégia, contudo, tem também seu “efeito colateral” no setor defensivo atleticano.

Contratado neste ano pelo Galo, o zagueiro Erazo, em pouco mais de dois meses no clube mineiro, já constatou que o principal problema vivenciado pela equipe é exatamente quando o adversário tem a bola no pé. Segundo o equatoriano, as características ofensivas do Atlético-MG dificultam o trabalho da defesa que, por vezes, fica desprotegida.

“Não é fácil, porque temos muitos jogadores de qualidade. Por exemplo, o Rafa e o Donizete são nossos volantes e eles têm que pegar a bola, dando condições para os jogadores que estão na frente. Então, às vezes, ficamos desprotegidos, mas quando a gente encaixa a marcação, aí não tem problema nenhum. Temos jogadores que gostam de ter a bola no pé e quando perdemos a bola, temos que rapidamente recompor. Isso faz parte dos treinos, estamos nos conhecendo, chegaram alguns jogadores, assim como eu. São pessoas que estão se conhecendo. O nosso problema é quando não temos a bola. Quando a temos, temos opções de passe”, avaliou.

Ciente da necessidade de um ajuste cada vez mais minucioso na dinâmica de jogo do Atlético-MG, o técnico Diego Aguirre, utilizou a últimos treinamentos para acertar a recomposição defensiva do Galo, visando o duelo desta quinta-feira (10 de março), contra o Colo Colo, às 21h45, no Chile, pela Copa Bridgestone Libertadores.

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Para Erazo, a partida fora de casa pela competição continental exige mais cautela ao Galo, que não pode impor um ritmo tão agressivo quanto nos jogos pelo Campeonato Mineiro. Segundo o zagueiro, o Atlético-MG precisará ter inteligência para atuar sem a bola no pé, porém sem abandonar suas virtudes ofensivas, visando o controle da partida.

“Nós jogadores somos inteligentes também. Nós sabemos que seremos visitantes. Uma coisa é jogar o Mineiro e outra é a Libertadores. Estamos cientes disso. Ficamos uma semana atrás treinando direto, para os momentos em que não tivermos a bola no pé. A gente tem que ser inteligente, não temos que ficar ansiosos e sermos inteligentes com a bola no pé”, colocou.

“Vamos ter jogos difíceis na frente, e o Colo Colo é um deles. A gente não pode perder a característica de gostar de ter a bola no pé, de atacar, mas temos que ter a consciência de que somos visitantes. Eles, jogando em casa, vão querer mostrar também. Temos que ser inteligentes, controlar o jogo. Vai ser um jogo pegado, como são os jogos da Libertadores”, completou.

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