Muricy lamenta gol no fim e reclama de posse de bola no Flamengo

Muricy lamenta gol no fim e reclama de posse de bola no Flamengo

"A transição estava um pouco longe, precisamos melhorar. Não chegamos com a bola dominada e nem fizemos infiltrações no ataque", pontuou o treinador após a derrota por 1 a 0 em São Januário

Gazeta Press

Os elogios ao time, que sucederam à goleada por 5 a 0 sobre a Portuguesa-RJ no meio de semana, faltaram à fala de Muricy Ramalho após o seu primeiro Clássico dos Milhões como treinador. Após a derrota em São Januário nesta tarde, sofrendo um gol aos 45 minutos do segundo tempo, o técnico lamentou o castigo e apontou as falhas do time, sobretudo, na posse de bola.

Mesmo após o gol sofrido de bola parada já no último lance da partida, Muricy Ramalho preferiu poupar as críticas à dupla de zaga, que disputa seu segundo jogo junta. “A bola parada a gente tem trabalhado muito. Fizemos vários jogos e não aconteceu nada. Ali é um momento da partida que não dá nem para pensar, é a última bola do jogo, todos estavam muito cansados”, comentou.

Sem contar com Gustavo Cuéllar, que mesmo inscrito junto à CBF foi preservado por conta das condições físicas, o comandante rubro-negro criticou a falta de movimentação do meio-campo, o que prejudicou a transição da bola da defesa para o ataque. Pouco inspirado em termos de criação, o Flamengo deixou a desejar.

Leia mais

Talento puro!: Com show do trio MSN, Barcelona goleia o Celta de Vigo por 6 a 1

No sufoco: Com gol no fim, Vasco vence o Flamengo e segue invicto no Carioca

De novo: Falhas individuais decidem, e reservas do Timão batem o São Paulo na Arena

Sem tentar justificar as falhas, Muricy tentou mostrar tolerância ao se referir ao começo de temporada. “A gente não jogou como outras vezes, deixamos a desejar. Nossa posse de bola não foi boa, a transição estava um pouco longe, precisamos melhorar. Não chegamos com a bola dominada e nem fizemos infiltrações no ataque”, pontuou o treinador.

Se dentro de campo a partida se desenvolveu de forma tranquila, a atmosfera nas arquibancadas, sobretudo na dos visitantes, ficou carregada de tensão antes mesmo de a bola rolar. Cerca de 15 torcedores foram detidos após depredarem um banheiro, revoltados com a falta d’água e a estrutura ínfima para limpeza. Sprays de pimenta foram utilizados e até bombas armadas.

Do vestiário, no entanto, não foi possível ouvir nem ver nada. “A gente nem sentiu isso.Ficamos tão concentrados no jogo que não escutamos nada. Não teve nada de anormal, estávamos no vestiário e não deu para ver nada”, falou o comandante, que amargou sua primeira derrota no comando do Rubro-Negro após duas vitórias e um empate no Carioca.

Publicidade
Link copiado para a área de transferência!
Publicidade