Vigiado durante 24 horas Juan angel Napout arquiteta planos para pagar fianca

Vigiado durante 24 horas, Napout arquiteta planos para pagar fiança

Ex-presidente da Conmebol se declarou inocente em relação às cinco acusações que constam contra ele, incluindo fraude e lavagem de dinheiro

Gazeta Press

Preso na Suíça no dia 3 de dezembro, Juan Ángel Napout, que renunciou à presidência da Conmebol após o acontecido, foi extraditado aos Estados Unidos na última terça-feira e teve sua fiança estipulada em 20 milhões de dólares (cerca de R$ 77,5 mi). Planejando como pagar a quantia à Justiça, o ex-mandatário segue em prisão domiciliar, vigiado 24 horas por dia.

Podendo deixar o apartamento em que está hospedado apenas com autorização do FBI, Napout deve encontrar alguma forma de pagar cerca de 10 milhões de dólares (cerca de R$ 38,7 mi) da fiança ainda nesta quarta.

O plano é que, até sexta, uma carta de crédito seja conseguida junto a um banco para arcar com 7 milhões de dólares (R$ 27,1 mi) do montante, já que os outros 3 milhões de dólares (cerca de R$ 11,6 mi) restantes seriam quitados a partir das posses do ex-presidente, como propriedades de terra e demais bens, como carros, joias e imóveis.

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Encaminhado ao tribunal federal do distrito leste, no bairro do Brooklyn, ainda na última terça, Napout se declarou inocente com relação às cinco acusações apresentadas, entre elas fraude em transferências bancárias e lavagem de dinheiro. A partir do pagamento da quantia, o dirigente deve aguardar o julgamento em prisão domiciliar.

Depois da renúncia do chileno Sergio Jadue, da prisão do peruano Manuel Burga e da licença de Marco Polo Del Nero, a prisão e a extradição de Juan Ángel Napout só são mais uma prova dos anúncios feitos por Loretta Lynch, procuradora dos Estados Unidos, que já tinha avisado que as investigações começadas em maio teriam desdobramentos no futebol sul-americano.

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