Maldições do futebol: o Benfica não está sozinho

Maldições do futebol: o Benfica não está sozinho

Vasco da Gama, Derby County e América de Cali estão entre os times que carregam histórias de feitiços que afugentaram títulos

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Quando o Benfica confirmou sua vaga na final da Uefa Europa League ao empatar com a Juventus em 0 a 0, na Itália, uma história que há mais de cinco décadas atormenta os torcedores encarnados voltou à tona: a Maldição de Béla Guttmann.

Guttmann, nascido na Hungria, foi o treinador que levou o Benfica às suas maiores glórias até hoje: o bicampeonato da Uefa Champions League, em 1961 e 1962. Porém, ao ser demitido logo depois da conquista do bi-continental, Guttmann não poupou sua ira contra o clube que acabava de deixá-lo desempregado. Rogou uma maldição, segundo a qual o Benfica jamais voltaria a erguer uma troféu de competição europeia.

Ceticismos à parte, não faltaram chances para o time da capital portuguesa provar que havia superado a praga do ex-treinador. Foram oito finais europeias. Nenhuma vitória. Mais de 50 anos depois de sua demissão, o nome de Béla Guttmann ainda paira sobre o Estádio da Luz na forma de uma terrível maldição.

Se serve de consolo aos encarnados, que caíram nos pênaltis diante do Sevilla na final europeia da última quarta-feira (14), o time não está sozinho entre os amaldiçoados do mundo futebolístico. Confira outras histórias de clubes que enfrentaram (e eventualmente superaram) maldições:

América de Cali - "Juro por Deus que nunca será campeão!"

A frase acima foi proferida por Benjamín Urrea, proeminente sócio do clube que votou contra sua profissionalização em 1938. O processo foi aprovado pelos outros votantes, entretanto, provocando a ira de Gabarato, como era conhecido Urrea.

Os Diablos Rojos, competitivos enquanto amadores, passaram a amargar então uma longa espera pelo seu primeiro título. Cinco, dez, vinte anos. Diz a lenda que quando o clube completou sua terceira década de infelicidades e nenhuma conquista, em 1978, o próprio Gabarato, arrependido da maldição que lançara sobre sua equipe do coração, liderou uma expedição de torcedores ao Estádio Pascual Guerrero para exorcizar o time. Quebrado o feitiço, ao final daquela temporada, em 1979, chegaria o primeiro título profissional da sua história.

Derby County, um estádio novo, uma comunidade de ciganos e a FA Cup

Até 1895, o Derby County tinha apenas 11 de história, mas começava a se projetar como uma das forças do incipiente – mas já competitivo – futebol inglês. Porém, ainda dividia o estádio com o Derbyshire Cricket Club, um time local de críquete, onde também aconteciam corridas a cavalo. Com as condições do campo cada vez piores, o clube decidiu apropriar-se do Baseball Ground, estádio que ficara ocioso devido ao gradual declínio da equipe de beisebol local.

O problema começou quando a diretoria do clube resolveu aumentar as arquibancadas do seu novo estádio. Para isso, foi necessário expulsar da área uma comunidade de ciganos que ali vivia. Diz a lenda que uma praga foi rogada pelos ciganos sobre o clube, para que o Derby jamais vencesse a Copa da Inglaterra, mais prestigioso torneio de futebol do país à época. A Copa era um torneio difícil e era compreensível que fosse difícil chegar ao título. Porém, o Derby tinha uma equipe competitiva e, com o passar do tempo, foi crescendo o número dos que acreditavam na maldição dos ciganos. Até o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o clube havia chegado nove vezes à semifinal; em três dessas oportunidades, avançou à final; o título, porém, não foi alcançado.

Terminada a guerra, os clubes voltaram a competir e o Derby foi avançando às fases finais da Copa. Quando a vaga na final foi garantida, conta-se que o capitão do Derby, Jack Nicholson, foi pessoalmente conversar com os descendentes dos ciganos desapropriados em 1895. O líder da equipe entregou uma quantia em dinheiro às famílias para, em troca, quebrarem a maldição.

A final, contra o Charlton, estava empatada em 1 a 1. Nos minutos finais da partida, em uma chance clara de gol, a bola estourou ao ser tocada pelo atacante dos Rams. Apesar do tento perdido, o sinal era claro: a maldição havia mesmo sido quebrada. Na prorrogação, o Derby cresceu, anotou três gols e levou seu primeiro título mais de 50 anos após a maldição cigana.

Vasco 12 a 0 e o Sapo de Arubinha

No começo do século 20, o Vasco da Gama já era uma das forças do futebol carioca, mas a cena era muito mais disputada do que hoje em dia, quando prevalecem os “quatro grandes”. Clubes como Olaria, América, Paissandu, Bangu, São Cristóvão e Andarahy com frequência incomodavam Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, chegando a diversas decisões.

Pelos idos dos anos 30, sem o abismo que hoje em dia separa esses times, um placar muito elástico era sempre surpresa. Foi o caso de um 12 a 0 aplicado pelo Vasco em cima do Andarahy. Arubinha, jogador da equipe alviverde e ofendido com o massacre aplicado pela equipe cruz-maltina, jurou de joelhos que o Gigante da Colina passaria 12 anos sem faturar um título, um ano para cada gol convertido naquele dia. Para garantir que a praga fizesse efeito, Arubinha teria enterrado um sapo no estádio vascaíno.

O fato é que os próximos anos não foram muito bons para o Vasco, que passou a segunda metade da década de 30 sem levantar troféu algum. A maldição só seria superada, mais uma vez, no pós-guerra, em 1945, quando a equipe que viria a ser conhecida como Expresso da Vitória levantou a taça de campeão carioca. O Sapo de Arubinha jamais foi encontrado – mas há quem diga que ninguém quer mesmo acha-lo.

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