Atlético MG campeão da Libertadores 2 x 0 Olimpia no Mineirão

Nos pênaltis, Atlético-MG se supera e é campeão da Libertadores 2013

Com segundo gol marcado apenas aos 41 minutos do segundo tempo, Galo precisou das cobranças alternadas para bater Olimpia

FOX Sports

Em um típico roteiro hollywoodiano, o Atlético-MG acabou com qualquer questionamento sobre sua grandeza e Cuca deixou para trás o rótulo de "azarado". Os milagres alcançados durante toda a campanha deixava claro: o Galo conquistaria pela primeira vez a Copa Bridgestone Libertadores. O torcedor do Galo precisou sofrer de novo até os pênaltis, mas saiu do Mineirão sem aquele grito preso na garganta, que o incomodava desde 1971, quando conquistou o Campeonato Brasileiro, o maior título de sua história centenária, até então.

Em um Mineirão com a maior renda de público da história do futebol brasileiro (R$ 14 milhões), o Atlético-MG contou com a persistência de Jô e a cabeça de Leonardo Silva para levar o jogo para os pênaltis, com um placar de 2 a 0.

Nas penalidades máximas, Miranda e Gimenez erraram suas cobranças e deram o título ao Atlético-MG.

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O jogo

Precisando de dois gols para levar a partida para a prorrogação, o time do Atlético-MG começou a partida na pressão. Logo aos dois minutos, Tardelli avançou pela direita, levantou a cabeça e cruzou para a área. A bola passou na frente de Bernard e Jô, que se atrapalharam e não conseguiram mandar para o fundo do gol.

Partindo ao ataque em busca do gol, o Atlético-MG começou a deixar espaços na defesa e, consequentemente, ser pressionado pelo Olimpia. Aos 15 minutos, Bareiro entrou livre na área do Galo e, ao invés de cruzar para a área, preferiu chutar a gol, para uma boa defesa de Victor.

Com o susto do lance do Olimpia, o desespero do Atlético-MG só aumentou e, por conta disso, passou a errar mais passes e ter mais dificuldades para criar alguma chance de perigo. O mais próximo disso aconteceu aos 37 minutos, quando Tardelli tabelou com Jô e chutou muito por cima do gol de Martín Silva.

Para a segunda etapa, Cuca fez uma substituição que traria resultado praticamente imediato. Machucado, Pierre deu lugar a Rosinei no meio de campo do Galo.

Logo no primeiro minuto da segunda etapa, o ex-corintiano foi ao fundo, cruzou da direita, Wilson Pittoni furou e a bola sobrou para Jô mandar para o gol e incendiar a torcida presente no Mineirão.

Muito bem na partida, Rosinei puxou contra-ataque aos cinco minutos e tocou para Bernard. O camisa 11 cruzou e Diego Tardelli chegou batendo para a defesa de Martin Silva. No rebote, Jô triscou de cabeça e a bola passou rente à trave direita paraguaia.

Quatro minutos mais tarde, o Galo seguiu pressionando, empurrado por sua torcida, e quase conseguiu o tão desejado segundo gol. Após jogada pela lateral direita, Rosinei tocou para Jô, que girou sobre a marcação e chutou para boa defesa de Martin Silva. No rebote, o camisa 7 do Galo mandou por cima do gol.

O Atlético-MG não tinha tempo a perder e a missão era pressionar até conseguir o segundo gol. E, por muito pouco, o objetivo não foi alcançado aos 15 minutos da segunda etapa. Michel cruzou da esquerda, Leonardo Silva cabeceou para cima, a bola bateu no travessão de Martin Silva e, na sequência, Ronaldinho quase tentou uma bicicleta, mas acabou ficando sem espaço para a manobra.

Mesmo com a empolgação do primeiro gol ter passado, o Atlético-MG chegou mais uma vez aos 26 minutos, sendo parado mais uma vez por Martin Silva. Ronaldinho Gaúcho cobrou falta em direção à área e Leonardo Silva cabeceou firme para boa defesa do goleiro uruguaio.

Com o tempo passando e o segundo gol não chegando, o Atlético-MG voltou a mostrar nervosismo. Isso ficou evidente aos 34 minutos, quando, depois de escanteio cobrado da direita, Ronaldinho ficou com rebote na entrada da área e chutou fraco para o gol. A bola desviou na defesa e exigiu grande defesa de Martin Silva. No rebote, sem goleiro, Diego Tardelli chutou por cima do gol. A arbitragem, no entanto, já havia parado o lance por impedimento.

Alecsandro fez boa jogada individual e tentou chapelar Manzur, aos 39 minutos. O defensor, no entanto, foi de encontro com o atacante e parou o lance com falta. Como já tinha um cartão amarelo, o camisa 5 viu o cartão vermelho e colocou mais fogo na decisão.

No Independência ou no Mineirão, o Atlético-MG mostra seu poder de recuperação. Aos 43 minutos da segunda etapa, Bernard cruzou da direita, Leonardo Silva subiu na pequena área e tocou de cabeça para o fundo do gol de Martín Silva.

Com o segundo gol marcado, o Atlético-MG até tentou o terceiro, mas o destino quis que o sofrimento atleticano durasse mais 30 minutos e a partida se encaminhou para a prorrogação.

A prorrogação começou como todo mundo imaginava. Com um jogador a mais, o Atlético-MG era só pressão, enquanto o Olimpia contava os minutos para que os pênaltis chegassem.

Depois de oito minutos de bola lançada na área, o Atlético-MG por muito pouco não conseguiu o terceiro gol. Bernard cobrou escanteio pela direita e Réver cabeceou firme para o gol. A bola explodiu no travessão de Martín Silva, que apenas pode torcer.

Com um jogador a mais, o Galo mostrava calma para tentar construir a jogada que daria o tão sonhado título. Aos 12 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Josué conduziu a bola pelo meio e soltou a bomba de longe para uma grande defesa de Martín Silva.

Um segundo tempo muito nervoso, em que as duas equipes sabiam que um erro custaria o título, o Galo só conseguiu assustar aos 7 minutos da segunda etapa. Jô recebeu na entrada da área, girou sobre a marcação, mas chutou fraco para a fácil defesa de Martín Silva.

Um minuto depois, quase a história no Paraguai se repetiu. Mais uma vez, o Galo cometeu uma falta próxima à área de Victor e deu a chance de Pittoni balançar as redes para o Olimpia. Dessa vez, no entanto, o camisa 8 chutou ao lado da trave de Victor, que só teve tempo de observar a bola indo para a fora.

Depois da tensão com a falta de Pittoni, o Galo conseguiu chegar mais uma vez ao gol de Martín Silva, no último lance da partida. Guilherme achou Alecsandro dentro da área e tocou por cima do goleiro, mas a zaga paraguaia conseguiu mandar a bola para escanteio.

O esforço excessivo durante os 120 minutos fez duas vítimas: Bernard e Martín Silva. O camisa 11 do Atlético-MG precisou ser atendido em duas oportunidades, para aliviar as dores das cãibras. O mesmo aconteceu com o goleiro do Olimpia, um minuto antes de o árbitro apitar o final da prorrogação.

Nas penalidades, Miranda foi o primeiro a bater e Victor se adiantou muito para defender a cobrança. Pelo Atlético-MG, Alecsandro teve a responsabilidade de colocar o Galo em vantagem e não decepcionou.

Na sequência, Ferreyra, Gandia, Aranda, pelo Olimpia, e Guilherme, Jô e Leonardo Silva, pelo Atlético-MG, converteram suas cobranças. Com isso, Gimenez tinha que converter sua cobrança, mas acertou o travessão de Victor e deu o título ao Galo.

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