Histórias de Natal: sumiço da taça Jules Rimet completa 29 anos

Troféu roubado em 1983 nunca mais foi encontrado e nem teve seu derretimento comprovado

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!O Brasil se sagrou tricampeão mundial em 1970 e conquistou a Jules Rimet em definitivo (Getty Images)
O Brasil se sagrou tricampeão mundial em 1970 e conquistou a Jules Rimet em definitivo (Getty Images)

Um dos segredos mais bem guardados da história do futebol mundial completou 29 anos: o real paradeiro da taça Jules Rimet.

A versão que se deu sobre a taça roubada no dia 20 de dezembro de 1983 é de que ela teria sido derretida pelo joalheiro argentino Juan Carlos Hernandes e transformada em barras de ouro. Alguns anos depois, no entanto, o próprio joalheiro teria desmentido a história, alegando ter sido pago, na época, para confessar o crime. "Essa história de taça derretida foi só jogo de cena. A taça tá muito bem escondida, e não está comigo, isso que eu te digo", disse Juan Carlos em entrevista à revista Visão, de 1989.

O Brasil se sagrou tricampeão mundial em 1970 e conquistou a Jules Rimet em definitivo, que foi levada para a sede da CBF, no centro do Rio de Janeiro. A taça foi colocada em uma área especial, exposta sobre um pedestal e protegida por um vidro à prova de balas, mas foi roubada 13 anos depois e nunca mais foi vista.

Em meio à comoção, a polícia saiu em busca dos assaltantes e o primeiro a ser encontrado foi Antonio Setta. Preso, entregou Sérgio Pereira Ayres, conhecido como Peralta, e o suposto idealizador do roubo. Peralta alegou ter ficado três dias sem comer na cadeia, além de ter sofrido torturas. Acabou confessando a participação no crime e entregou o restante do grupo: Francisco José Rocha Rivera, chamado de Chico Barbudo, e José Luiz Vieira da Silva, o Luiz Bigode. Dias depois, Juan Carlos foi preso e, segundo o depoimento de Peralta, seria o dono do equipamento para derreter a taça. Todos foram condenados pela justiça, mas fugiram.

Peralta nunca revelou um mandante do crime, mas fatos suspeitos aconteceram depois de que os supostos criminosos foram encontrados. Antônio Setta morreu dois dias antes de depor no tribunal num misterioso acidente de carro. Chico Barbudo foi morto numa briga de bar também não esclarecida depois de condenado e foragido. Cinco homens o balearam e depois fugiram.

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Luiz Bigode foi capturado pela polícia em 1995 e cumpre pena em regime semi-aberto na Colônia Agrícola de Magé, no Rio de Janeiro. Juan Carlos desapareceu logo depois de conceder uma entrevista para a revista Visão na qual contava tudo o que sabia sobre o caso. Após 15 anos, foi preso por tráfico de drogas.

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