Histórias do futebol: goleiro Alex contra o time que lhe tornou Muralha

Capitão do Coritiba enfrenta o Botafogo-SP, clube que originou o seu apelido, nesta 32ª rodada rodada da Série B do Brasileirão

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Um apelido sempre gera curiosidade das pessoas para saber o motivo de um indivíduo ser chamado de um jeito diferente. A alcunha pode ser carinhosa, de mau gosto, ofensiva e de uma qualidade positiva ou negativa de quem recebe o apelido.

Um personagem do futebol brasileiro ficou conhecido por um apelido que tinha muito a ver com a sua posição: a de goleiro. Alex Muralha ganhou fama, defendeu o Flamengo, time de maior torcida do país, e chegou na Seleção Brasileira de Tite. Teve momentos em que o apelido fazia jus às grandes atuações e defesas, mas também comeu o pão que o diabo amassou quando teve uma fase ruim e com seguidas falhas.

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Alex sofreu muito. Virou alvo de chacotas e humilhação. Precisou respirar outros ares. Fora do Brasil por um tempo, no Japão, e agora em Curitiba, no Paraná. Mas como toda muralha é forte, hoje Alex segura a onda no Coritiba e disputa a Série B do Brasileirão.

E nesta sexta-feira (1° de novembro), Alex Muralha enfrentará o Botafogo de Ribeirão Preto, no interior paulista, em jogo válido pela 32ª rodada da Série B. E foi exatamente em um duelo contra o time que revelou os irmãos Sócrates e Raí, em 2012, que uma atuação memorável do arqueiro serviu como inspiração para o apelido que carrega até hoje em sua camisa.

Na época, Alex defendia o Comercial, tradicional rival do Botafogo. O clássico “Come-Fogo” não acontecia há 25 anos em um confronto válido pela elite do Campeonato Paulista.

Quando o placar marcava 1 a 1, o Botafogo teve um pênalti para bater e voltar à frente do marcador. Alex defendeu a cobrança e, logo em seguida, fez um milagre no rebote para evitar o gol.

O lance seguiu em um contra-ataque do Comercial, que terminou no arremate de Elionar Bombinha para virar a partida no estádio do rival e decretar o triunfo por 2 a 1.

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O duelo serviu como inspiração para torcedores do Comercial passarem a chamar Alex de Muralha.

O time acabou rebaixado naquele Paulistão e, no ano seguinte, na última rodada da Série A-2 de 2013, os torcedores estenderam uma bandeira que mudaria a vida do goleiro, com a seguinte frase: “Alex, a Muralha”.

O goleiro Alex Muralha lembra com carinho àquele momento e o significado do novo nome.

“Esse apelido mudou a minha carreira. Gosto muito dele e, por onde passo, sou chamado de Muralha, não de Alex. Ele coloca um certo peso para um goleiro, mas com certeza esse gesto da torcida me deu confiança e mostrou que estava trilhando um caminho bonito no futebol”, afirmou.

Sete anos depois, o goleiro volta a Ribeirão Preto para encarar o Botafogo, mas agora com a camisa do Coritiba e como capitão do time. O confronto será um daqueles jogos de “seis pontos”.

Os dois clubes brigam por uma vaga entre os quatro primeiros colocados. E se Alex virar uma muralha como fez em 2012, ajudará o Coxa e se consolidar no G-4 da Série B.

“Entrar em campo novamente em Ribeirão Preto com certeza será especial. Guardo com muito carinho o período que passei no Comercial e tenho boas lembranças da cidade. Será um jogo complicado, mas espero ter um bom desempenho para ajudar o Coritiba a somar mais três pontos em busca do acesso”, finalizou o goleiro.

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Crédito da foto: divulgação/ Coritiba F.C. 

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