Demissões, brigas e desrespeito! Troca insana de técnicos no Brasil seria vício ou incompetência?

O ano de 2019 já contabiliza 20 trocas de treinadores só na Série A

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A 21ª rodada do Brasileirão se não foi vergonhosa para os dirigentes brasileiros, serviu para aniquilar de vez a falta de união da categoria de treinadores no país. Em oito jogos, quatro técnicos foram desligados de seus clubes no curto período de 24 horas. E olha que estamos falando de quatro gigantes do futebol nacional: São Paulo, Cruzeiro, Fluminense e Fortaleza. Cuca, Rogério Ceni, Oswaldo de Oliveira e Zé Ricardo saíram pelo mesmo motivo: péssima campanha dos times.

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Cuca, técnico do São Paulo, não suportou a pressão e abandonou o barco. Essa foi a terceira vez que o treinador desiste de um clube. Antes teve essa atitude com Santos e Palmeiras.

Rogério Ceni foi “derrubado” pela panela de jogadores do Cruzeiro. O clube agora deve R$ 2 milhões ao ex-treinador de rescisão. Detalhe: ele trabalhou em apenas oito jogos. A raposa deve também para os jogadores, talvez esse rabo preso com o elenco. A gota d´água foi Dedé chorar na coletiva, pois o jogador disse que ele e sua família estão sendo atacadas por julgarem ele o culpado da saída de Rogério Ceni.

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Se teve culpa ou não, esse será o ônus que o atleta vai ter que carregar por ser sincero e “desrespeitar” o comandante. Abel Braga, sempre ele, é o nome mais forte para comandar a Raposa. Felipão foi o primeiro a dizer não. Abel Braga, segunda opção, foi anunciado no final da tarde desta sexta-feira (27).

Zé Ricardo foi punido porque o Fortaleza não faz boa campanha e o clube viu uma oportunidade com a demissão de Ceni do ex-treinador voltar de “graça”. Seria o maior absurdo se Ceni retornasse ao clube. Prova maior da desorganização, falta de regras e respeito.

Oswaldo de Oliveira, além da péssima campanha, também perdeu força porque a diretoria do Fluminense apostou mais nos jogadores do que nele. A falta de respeito de Ganso com o treinador é a prova maior da desorganização de um clube que erra a cada ano que passa. O polêmico jogador vai ser apenas multado pelo clube.

Desde o início da Série a do Brasileirão, em abril de 2019, já tivemos 20 trocas entre técnicos e interinos. E não se assustem se na 22ª rodada (sábado, 28 de setembro) e domingo (29) novos treinadores forem demitidos.

E sempre foi assim. O imediatismo pela busca de resultados é o pecado capital dos nossos amadores dirigentes. Gastam uma fortuna por causa dos próprios erros. Afundam os clubes em divididas e tratam os torcedores com desrespeito, esse sim o maior patrimônio de uma instituição.

O mais curioso e preocupante dessa história insana é que os técnicos reclamam desse círculo vicioso, mas quando estão desempregados assumem rapidamente a função aberta por causa de uma demissão.

Fernando Diniz foi anunciado no mesmo dia da saída de Cuca. Na mesma hora a principal torcida organizada criticou a contratação. O diretor de futebol, Raí, disse que a escolha foi “consenso”.

Houve espanto nas quatro saídas de técnicos em uma mesma rodada, mas essa é a 3ª vez que isso acontece no Brasileirão da era de pontos corridos (2003-2019).

Os outros dois momentos de desligamentos em tão pouco tempo aconteceram em 2010 e 2015. Em 2010, Silas (Grêmio), Estevam Soares (Ceará), Ricardo Silva (Vitória) e Toninho Cecílio (Prudente) deixaram o cargo entre 8 e 9 de agosto. Já em 2015 quatro treinadores deixaram seus clubes entre 16 e 17 de setembro: René Simões no Figueirense, Enderson Moreira no Fluminense, Julinho Camargo no Goiás e Eduardo Baptista no Sport.

Seria só incompetência dos dirigentes? Falta de união dos técnicos? Enfim, assim caminha o futebol brasileiro endividado nosso de cada dia!

20 trocas de técnicos e interinos na Série A do Brasileirão:

Avaí: Geninho > Alberto Valentim

Chapecoense: Ney Franco > Emerson Cris (Interino) > Marquinhos Santos

Cruzeiro: Mano Menezes > Ricardo Resende (Interino) > Rogério Ceni > Ricardo Resende (Interino) > Abel Braga

Flamengo: Abel Braga > Marcelo Salles (Interino) > Jorge Jesus

Fluminense: Fernando Diniz > Marcão (Interino) > Oswaldo de Oliveira > ?

Fortaleza: Rogério Ceni > Marconne Montenegro (Interino) > Zé Ricardo > (?)

Goiás: Claudinei Oliveira > Robson Gomes (Interino) > Ney Franco

Palmeiras: Felipão > Mano Menezes

São Paulo: Cuca > Fernando Diniz

Vasco: Marcos Valadares (Interino) > Vanderlei Luxemburgo.

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(Crédito da imagem: divulgação/ Cruzeiro Esporte Clube)

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