Blog do Simon: novidades dão mais transparência ao VAR

Segundo turno do Brasileirão terá mudanças no que diz respeito ao uso da tecnologia nas partidas

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O segundo turno do Campeonato Brasileiro começa com duas novidades importantes no que diz respeito à utilização do VAR. A primeira delas é a disponibilização em tempo real das imagens captadas pelo olho eletrônico para quem está assistindo o jogo pela TV, a exemplo do que ocorre nas transmissões da Premier League. Isto acontecerá em tempo real, ou seja, o telespectador verá no mesmo instante as mesmas imagens que o árbitro de vídeo estiver vendo.

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Outra medida adotada pela Comissão de arbitragem é a liberação dos áudios dos árbitros na comunicação com o VAR para qualquer clube que solicitar. O Grêmio já fez uso dessa prerrogativa na Copa do Brasil, em jogo da semifinal contra o Athletico-PR.

As inovações caminham no sentido da transparência do trabalho da arbitragem e é muito bom que seja assim. Quanto mais conhecimento dos torcedores sobre como se processam as decisões tomadas pela arbitragem, maior será o respeito conquistado pelos árbitros em função do seus acertos, ou compreensão por seus erros. Porém, cabe atenção redobrada por parte dos profissionais do apito e das bandeiras, estejam eles em campo ou na cabine do VAR, já que durante 90 minutos suas ações estarão sendo escrutinadas por milhões de torcedores apaixonados.

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Outro fato importante para o universo do futebol é a decisão da FIFA, manifestada na edição do seu Código Disciplinar 2019, de endurecer o jogo contra a discriminação, impondo sanções mais severas para quem cometer atos de racismo ou homofobia nos estádios - suspensão de 10 jogos para torcedores e penalidades pecuniárias para os clubes. 

Nessa  moldura, os árbitros ganham mais poder, pois são eles os responsáveis por tornarem efetivas as determinações da FIFA. Agora podem, inclusive, abandonar uma partida por causa do racismo e/ou discriminação. Caso isso ocorra, o resultado da partida será a perda 3 a 0 da equipe culpada pelos atos. Recentemente, Anderson Daronco interrompeu a partida entre Vasco e São Paulo, por conta dos cantos homofóbicos da torcida vascaína.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) enviou oficio aos árbitros e clubes, informando que manifestações homofóbicas nos estádios podem render punições aos clubes, sugerindo que os mesmos façam campanhas educativas junto aos torcedores e atletas. O cerco está se fechando em torno dos intransigentes que não sabe, conviver com quem não partilha dos seus preconceitos sociais, raciais e sexuais. Tem que ser assim, não dá para ser tolerante com os intolerantes.

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(Crédito da imagem: Fernando Torres/CBF) 

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