O inferno de Deyverson está só começando no Palmeiras!

Atacante não foi relacionado pelo terceiro jogo seguido

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No dia 11 de julho de 2017, o Palmeiras anunciou a contratação do quase desconhecido atacante carioca Deyverson, 26 anos. Ele estava no futebol espanhol e pertencia ao Levante, mas estava emprestado ao Alavés. Na época, as informações eram de que o jogador tinha marcado gols contra os gigantes Barcelona e Real Madrid. Deyverson recebeu elogios até de Luis Enrique, então técnico do Barça. Segundo ele, o jogador era um dos atacantes mais completos do futebol espanhol. Seis anos antes, havia passado pelo time B do Benfica e depois contratado pelo Belenenses, onde defendeu o clube português por dois aos.

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Deyverson foi um pedido do técnico Cuca e custou por um contrato de cinco anos 5 milhões de euros (R$ 18 milhões), valor pago pela Crefisa, patrocinadora do clube. Não demorou muito tempo para ver que Deyverson era um atacante comum, confuso, polêmico, expulso por besteiras e sem talento para jogar em um clube do tamanho do Palmeiras. Em 96 jogos, anotou apenas 23 gols, 0,2 por partida. O atacante até teve alguns lampejos de matador ao fazer o gol na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco da Gama que garantiu o título Brasileiro do ano passado. Deyverson virou uma espécie de xodó da torcida, ao marcar gols contra os rivais Corinthians e São Paulo e foi acariciado pelo então técnico Felipão “um bom menino”.

A paciência de Felipão, que até tentou ajudar o mediano jogador, acabou na derrota para o Grêmio, de virada, que eliminou o clube na Libertadores, em pleno Pacaembu. O treinador queria o jogador como referência na área, mas o atacante fez tudo errado, saiu para buscar o jogo, tentou armar o time, errou vários passes e com isso perdeu o espaço definitivo. Na derrota para o Flamengo, no Maracanã, por 3 a 0, não foi relacionado nem para ficar no banco.

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Saiu Felipão entrou Mano Menezes e Deyverson segue fora do time. Não foi relacionado para o duelo contra o Goiás, na última rodada do Brasileirão, e para o jogo contra o Fluminense, válido pela 16ª rodada. Ou seja, em dois jogos com o novo técnico, Deyverson é carta fora do baralho.

A vida de Deyverson com Mano Menezes promete ser um inferno. O técnico não gosta de centroavantes fixos na área. E pra piorar, há 11 meses, quando Mano era comandante do Cruzeiro soltou o verbo sobre a postura do jogador em campo. “É bom falar o nome (Deyverson). Tem gente que acha isso engraçado. Tem gente dando moral para esse tipo de coisa. Não tem como terminar bem. Você, como adversário, perdendo o jogo, com 40 graus na Cuca, e o cara fazendo gracinha... vai terminar mal. Aí vira em briga, expulsão. Não é possível que as pessoas não estejam vendo isso”, desabafou Mano. Nesse dia, o Palmeiras venceu o Cruzeiro por 3 a 1, pela Copa do Brasil, e o perfil oficial do Cruzeiro ironizou o atacante: “o ator caiu, tentaram levantar ele e começou a confusão. O cara finge e sai rindo”.

Outro problema para o “Menino Maluquinho” é a quantidade de atacantes no elenco: Borja, Carlos Eduardo, Dudu, Henrique Dourado, Iván Ângulo, Luiz Adriano e Willian. Sete opções para o novo treinador do Verdão. Vai ser muito difícil Deyverson voltar ao time titular. Ele vai ter que ralar muito para conquistar novo espaço. O provável destino do jogador deve ser mesmo a porta de saída e com um final melancólico em dois anos de Palmeiras.

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Crédito da foto: Flickr/Palmeiras

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