VAR: os números dizem muito, mas não revelam tudo

Apesar de a CBF apresentar uma análise positiva sobre a tecnologia no Campeonato Brasileiro, alguns erros seguem acontecendo e o tempo para checar um lance ainda não é o ideal

421136
False

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, apresentou na segunda-feira (19 de agosto) os números da análise do VAR depois de 139 jogos no Brasileirão. Segundos os dados apresentados, foram 764 checagens e 87 revisões. Em 90% das ocasiões, o árbitro de vídeo concordou com a decisão de campo. O índice de acertos em situações de pênaltis foi de 91,76% com o VAR, sendo 27 erros corrigidos, contra 68,23% no ano passado. O VAR ainda acertou 93,5% nos impedimentos, segundo os números da entidade.

Veja as últimas do Mercado da Bola e quem pode chegar ao seu time

Em que pese o otimismo manifestado pelo chefe do apito, a arbitragem do futebol brasileiro ainda está distante do nível de qualidade exigido pelo público esportivo. Por exemplo, no domingo, dia 18, a não marcação de pênalti claro do goleiro são-paulino Tiago Volpi sobre o atacante Felippe Cardoso na derrota do time do Ceará por 1 x 0. Quem estava no estádio viu a infração, quem estava acompanhado pela TV também viu. Só quem não viu foi a arbitragem, tanto dentro do campo como na sala do VAR. Na impossibilidade de negar o óbvio, um erro inadmissível , Gaciba disse que respeita opiniões diferentes, sem se posicionar claramente sobre o assunto, o que certamente não serve de consolo para a equipe cearense. 

Gringos elegem os cinco maiores do Brasil; veja o resultado

Outra questão alvo de crítica e irritação dos torcedores é o tempo de consulta do VAR. Para efeito de comparação, no Campeonato  Inglês, o brasileiro Gabriel Jesus foi o autor do primeiro gol anulado pelo VAR na Inglaterra. Todo processo de revisão do lance durou exatamente 62 segundos. Por aqui, o gol feito pelo Gabigol no empate entre Flamengo e Corinthians demorou 5 minutos e 15 segundos para ser validado. Gaciba já disse que sua meta é diminuir o tempo médio perdido dos atuais 110 segundos (1min50s) - 46% acima do recomendado pela FIFA - para 80 segundos (1min20s). Uma das ferramentas para atingir este objetivo parece ser a recente campanha de respeito à arbitragem lançada pela CBF, que estará no ar em diferentes mídias sociais. “A ação tem como objetivo fomentar o respeito e a tolerância ao trabalho dos árbitros e auxiliares de futebol durante os jogos no Brasil”, diz CA-CBF.

A iniciativa é louvável. A arbitragem merece respeito dentro  e também fora do campo, através de melhores condições de trabalho ( tempo para treinamento e condicionamento físico) e melhor remuneração (tranquilidade financeira através da profissionalização). Aí então não será preciso pedir respeito. Ele vira como consequência natural de um trabalho bem executado. 

Saiba mais!

Fla vai sem Gabigol para duelo com Inter; veja relacionados

PSG pode facilitar ida de Neymar ao Barcelona. Entenda

Felipe Melo é expulso e vai às lagrimas em campo; veja

Crédito da foto: Fernando Torres/CBF

Deixe seu comentário