A profissionalização salva o VAR

Árbitro de vídeo ainda causa polêmicas no Campeonato Brasileiro mesmo após 14 rodadas disputadas e ainda não é unanimidade pelo público

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Apesar do advento do VAR, depois de 14 rodadas o desempenho da arbitragem no Campeonato Brasileiro ainda não atingiu as expectativas de excelência desejadas pelo público torcedor.

Ao contrário, o que se tem visto é o aumento das críticas negativas em relação ao trabalho de árbitros e assistentes. Inclusive os resultados de dois jogos - Palmeiras x Botafogo e Grêmio x Vasco - foram objetos de ações no superior Tribunal de justiça Desportiva.

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Isso não aconteceu por acaso. Recentemente apontei aqui mesmo neste espaço o que considero uma grave distorção no uso do auxiliar eletrônico: " O VAR está apitando", alertei na ocasião.

Na minha opinião o que está faltando é um posicionamento mais firme, decidido e efetivo do juiz de campo assumir o controle da arbitragem do jogo. Percebe-se nitidamente a vacilação do árbitro principal em marcar determinadas infrações por temor de ser desautorizado pelo árbitro de vídeo.

Não é assim que as coisas devem ser. E não o são, nos campeonatos europeus. Na Premier League, que começou no último final de semana, a orientação para o VAR é só chamar em casos de erros óbvios, interferir o mínimo possível nas partidas. Mas o mais importante é que os lances na hora da revisão serão mostrados para todos, uma novidade no mundo. Isso ajudará a manter a atenção de todos no jogo e dá transparência à discussão.

O objetivo da orientação é claro: garantir e reforçar a soberania do árbitro principal na aplicação das regras do jogo.

O futebol brasileiro ainda carece de regras e determinações assim firmes, simples e explícitas. 

Vejo isto como uma lacuna preocupante no início da trajetória do meu colega e conterrâneo Leonardo Gaciba como presidente da Comissão de Arbitragem da CBF

Além dos números estatísticos sobre a interferência do VAR no Brasileirão, o presidente da CA-CBF precisa também ouvir e a analisar a voz que vem dos estádios das ruas e da crônica esportiva. E elas estão dizendo que não está tudo bem. Gaciba foi um dos melhores árbitros brasileiros, igualmente mostrou competência como comentarista. Agora, como dirigente máximo da arbitragem brasileira, precisa mostrar a que veio. Espero sinceramente que tenha sucesso nesta tarefa, especialmente no que diz respeito a projetos que visem melhor remuneração, condições de trabalho e profissionalização do exercício da arbitragem.

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Crédito da imagem: Flickr/CBF

 

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