Simon: uso do VAR no futebol brasileiro precisa de ajustes

Recurso de vídeo estará presente nos 380 jogos do Campeonato Brasileiro deste ano, mas ainda precisa ser operado de uma forma melhor

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O Campeonato Brasileiro que começa no final de semana já tem um personagem de destaque que seguramente vai gerar muitas discussões no decorrer da competição. Trata-se do VAR ("Video Assistant Referee"), que vai estar presente nos 380 jogos da Série A, com um custo de R$ 49 mil por partida, sendo que os clubes pagarão R$ 18 mil, e a CBF os R$ 31 mil restantes. No total, a entidade gastará R$ 11,78 milhões, e as equipes R$ 6,84 milhões.

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Utilizado nas finais dos principais campeonatos estaduais recém encerrados, o VAR foi motivo de divergências apaixonadas em razão das decisões que alterou ou confirmou no decorrer dos jogos.

Sem entrar no mérito das discussões nestas partidas específicas, a conclusão que se impõe é que o VAR veio para ficar e mudar o futebol. Antes do seu advento, as decisões tomadas pelo árbitro no campo de jogo eram irrecorríveis, estivessem corretas ou não. Agora mudou. As marcações tanto do árbitro principal como dos bandeirinhas podem ser revistas, já que estão sujeitas ao escrutínio do olho eletrônico, muito mais minucioso que o olhar humano. A intenção, louvável, é fazer com que prevaleça a justiça, eliminando ao máximo possível a ocorrência erros de arbitragem em lances decisivos.

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O uso do VAR pelo que se viu até aqui no futebol brasileiro preocupa. Nas finais do Campeonato Gaúcho, para citar um exemplo emblemático, no primeiro GreNal foram gastos cerca de três minutos para que o árbitro concluísse que o atacante gremista André estava em posição irregular e, enfim, anulasse o que seria o primeiro gol da final do Gauchão 2019. No segundo foi ainda pior; entre a consulta e a marcação de um pênalti a favor do Grêmio transcorreram inacreditáveis oito minutos de bate-boca e confusão.

Quando se compara com o tempo gasto em episódios semelhantes ocorridos com o VAR na Champions League, que em sua grande maioria teve uma decisão em segundos, é inevitável a conclusão de que muita coisa ainda precisa ser feita para que o VAR seja uma ferramenta positiva no auxílio da nossa arbitragem.

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Na minha opinião, entre os ajustes necessários incluem-se uma educação mais rigorosa por parte dos clubes no sentido de orientar os atletas e treinadores a um comportamento mais comedido, para não dizer civilizado, em relação às decisões da arbitragem. Com o mesmo objetivo, a Comissão de Arbitragem da CBF deveria determinar aos árbitros punir com mais severidade as afrontas de jogadores e comissão técnica em relação ao uso do VAR e outras deliberações da equipe de arbitragem.

Este é um dos grandes desafios que meu conterrâneo Leonardo Gaciba terá que enfrentar na condição de presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, cargo para o qual foi nomeado no início do mês. Gaciba, com quem tive a oportunidade de conviver em Porto Alegre, não é um neófito no ramo. Longe disto! Mesmo sem ter participado de uma Copa do Mundo, tem um currículo respeitável de competência dentro dos gramados do futebol brasileiro e sul-americano, além de uma trajetória exitosa como comentarista. Agora tem diante de si as condições de atuar de forma objetiva em prol da arbitragem de futebol e dos seus profissionais.

Lhe desejo sorte e sucesso nesta empreitada!

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(Crédito da imagem: Fernando Torres/CBF)

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