Palmeiras: São Marcos quase não foi o herói de 1999; outros titulares também superaram desconfianças

13 jogadores que participaram do triunfo sobre o Deportivo Cali, na final da Libertadores, tiveram de superar vários obstáculos

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O time campeão é exaltado, principalmente os 11, 12 ou 13 “titulares”. A conquista apaga as desconfianças. Hoje em dia é normal a frase “Nunca critiquei” para se defender de alguma impressão negativa que fazemos de alguém e depois nos arrependemos.

Felipão chegou ao Palmeiras, em sua primeira passagem, cercado por desconfianças. Tinha total identificação com o Grêmio, justamente o time gaúcho que rivalizou tanto com o Palmeiras na metade dos anos 90.

Não satisfeito, Felipão trouxe com ele jogadores de confiança dos tempos de Imortal Tricolor: Arce e Paulo Nunes, essenciais na conquista da Libertadores América de 1995 e outros títulos pelo então time do Olímpico.

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A verdade é que os 13 jogadores que participaram do triunfo sobre o Deportivo Cali na final da Libertadores de 1999 tiveram de superar vários obstáculos. A vitória pessoal não foi fácil. Aqui, 20 anos depois, relembro momentos de cada um que fizeram aquele grande time campeão.

MARCOS (GOLEIRO) – Com a contusão de Velloso, Marcos assumiu o posto de titular da meta do Palmeiras em 1999. No começo havia uma certa desconfiança por parte de alguns dirigentes em relação ao arqueiro. Marcos estava na reserva há muito tempo e em algumas partidas que fora utilizado no Paulistão não tinha feito boas exibições. Por isso, um goleiro chegou a ser consultado: Adinam, que pertencia ao União São João de Araras.

ARCE (LATERAL) – Como já fora citado acima, o paraguaio Arce veio do Grêmio. A missão era difícil. Afinal, o último grande camisa 2 do Palmeiras tinha sido Cafu, que fez parte do vistoso e vencedor time campeão paulista de 1996. Excelente nas bolas paradas e cruzamentos, Arce não demorou muito tempo para reverter a situação e ganhar a confiança do exigente torcedor alviverde.

JÚNIOR BAIANO (ZAGUEIRO) – Revelado pelo Flamengo, tinha fama de violento e jogou no rival São Paulo. Por esse retrospecto, Júnior Baiano também teve de jogar muito para justificar a sua contratação pelo Palmeiras. E jogou. Foi um dos melhores zagueiros da história do Palmeiras e disputou a Copa do Mundo da França de 1998.

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ROQUE JÚNIOR (ZAGUEIRO) – Sofreu muito no começo. A imaturidade fez com que ele cometesse algumas falhas assim que foi alçado ao time profissional. Com Felipão, Roque Júnior encontrou seu posicionamento ideal na defesa palmeirense. Difícil imaginar a conquista de 1999 sem ele na zaga. Roque Júnior foi ainda titular com Felipão na vitoriosa seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002.

JÚNIOR (LATERAL-ESQUERDO) – Veio do Vitória para o Palmeiras em 1996. Anos antes, o Palmeiras também apostou em jovens promessas do time rubro-negro baiano: Alex Alves e Paulo Isidoro. Os dois não vingaram no clube. Além disso, Júnior tinha outro grande desafio: assumir a lateral-esquerda, que tinha sido de Roberto Carlos. Júnior sofreu muitas críticas no começo, mas não se abateu. Jogou muito com a camisa palmeirense. Fez parte da seleção brasileira campeã do mundo em 2002 e em 2005 ganhou praticamente tudo o que podia com a camisa do rival São Paulo.

ROGÉRIO (VOLANTE) – Versátil, Rogério também atuava bem como lateral-direito e meia. Contratado ao União São João (SP), ele nunca foi unanimidade no clube. Mas ninguém pode negar que ele fez uma temporada perfeita em 1999. Anos depois, em uma batalha jurídica, transferiu-se para o rival Corinthians. Atuou em alto nível no rival, mas ficou marcado pelo lance com Robinho, das “pedaladas”, na final do Brasileiro de 2002.

CÉSAR SAMPAIO (VOLANTE) – Quando chegou ao Palmeiras em 1991, trocado por Serginho Fraldinha (ponta-direita) e Ranielli (meia), César Sampaio encontrou o clube em uma grande pressão pela falta de títulos. Alguns dirigentes alviverdes chegaram a questionar no começo se a troca com o Santos tinha sido mesmo boa. Mas Sampaio provou que sim. Ele foi essencial para tirar o time da fila em 1993 e em outras importantes conquistas que vieram em seguida. Em 1999, após passar pelo Japão, retornou ao clube. Sua experiência foi essencial no meio-campo alviverde.

ALEX (MEIA) – Contratado ao Coritiba, Alex teve de conviver nos primeiros meses de Palmeiras com as comparações com o talentosíssimo Djalminha e o craque Rivaldo. Apoiado por Felipão, Alex venceu e foi um dos maiores camisas 10 da história do clube.

PAULO NUNES (ATACANTE) – Revelado pelo Flamengo e com grande identificação com o Grêmio (como já citamos acima) e extremamente provocador nos tempos de Imortal. Por isso, Paulo Nunes tinha todos os indicativos de que viveria um inferno no clube. Mas tudo mudou. Comemorações inusitadas de gols, alfinetadas no Corinthians e, claro, bom futebol, o transformaram em ídolo rapidamente.

OSÉAS (ATACANTE) – Fez grande dupla com Paulo Rink no Atlhetico Paranaense. Chegou a ser chamado de “caneludo” no Palmeiras, mas tinha uma estrela enorme. Fez gols decisivos na Copa do Brasil de 1998 e também na Libertadores de 1999.

EULLER (ATACANTE) – O “Filho do Vento” chegou ao clube desacreditado. E ainda por cima pesava contra o atacante o fato dele ter sido carrasco do Palmeiras na Libertadores de 1994. À época, Euller defendia o São Paulo e marcou dois gols na vitória tricolor por 2 a 1 sobre o alviverde na Libertadores de 1994. O resultado eliminou o forte e favorito Palmeiras da competição. Com Felipão, tornou-se um décimo segundo jogador. Só não foi titular, porque Paulo Nunes vivia grande momento.

EVAIR (ATACANTE) – Ídolo da torcida por causa das conquistas de 1993 e 1994, Evair voltou ao clube bem mais experiente em 1999. Tinha se destacado antes no Vasco (campeão brasileiro de 1997) e na Portuguesa (1998). Alguns entendiam que “El Matador” não teriam mais condições físicas para suportar uma competição como a Libertadores. Mas Evair fez bem o papel de reserva e quando entrou foi importante. Além da liderança, claro, que sempre teve dentro do elenco.

Crédito da imagem: Cesar Greco/ Fotoarena