Diretoria do São Paulo merece sim o prêmio

Comentarista dos canais FOX Sports faz uma crítica irônica ao Tricolor do Morumbi, que está em risco logo na primeira fase da Conmebol Libertadores

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Para quem não sabe, a Federação Paulista de Futebol deu ao São Paulo, na mesma quarta-feira em que o Tricolor perdeu de 2 a 0 do Talleres pela Libertadores, um prêmio de R$ 80 mil por conta da excelência de sua administração em 2018. O time do Morumbi foi laureado na categoria Ouro, a melhor. O Guarani, que venceu o São Paulo no Pacaembu por 1 a 0 neste Paulista, ficou com a categoria Bronze, por exemplo. É um prêmio bastante merecido ao São Paulo, que, embora não tenha vencido título nenhum na temporada passada (aliás nos últimos dez anos o clube só ganhou, de título de expressão, a Copa Sul-Americana de 2012), mostra modernidade em relação à imensa maioria dos clubes do país ao pagar um salário de até R$ 27,5 mil ao seu presidente, assim como remunera bem outros dirigentes e ainda leva 25 pessoas para ver a estreia do time na Libertadores na Argentina em voo fretado batizado de AeroLeco.  

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O presidente do São Paulo, para quem não sabe, é apelidado de Leco. Nas eleições do clube, tentaram fazer pegar no nobre Carlos Augusto de Barros e Silva o apelido de “Lecão da Massa”, mas não deu muito certo, e a Massa (a numerosa e sofrida torcida que não vota para definir o presidente do time) o critica mesmo quando a equipe ganha um desses joguinhos que pouco importam. Em uma década em que o São Paulo é massacrado pelos seus maiores rivais (ainda não venceu nas arenas de Corinthians e Palmeiras e, sistematicamente, é batido e eliminado pelo Santos), sair de competições, até de forma precoce, diante de adversários de pouco renome virou rotina: Bragantino, Colón, Defensa y Justicia, Juventude, Penapolense, Ponte Preta... Talleres é apenas mais um que deu sorte no sorteio ao cruzar com o São Paulo dos tempos atuais. E olha que o São Paulo ostenta a terceira maior torcida do país e, consequentemente, figura sem dificuldades entre os quatro maiores faturamentos do Brasil. A diretoria tricolor tem investido assim bastante em reforços por mais uma temporada. Leco também tem valorizado muitos ídolos do passado, como Lugano, Raí, Ricardo Rocha e Rogério, o que todo dirigente deveria fazer.

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Diante desse cenário, o salário de Leco é até pouco, a relação custo-benefício do cartola maior do São Paulo é maravilhosa. Ele investe muito no futebol, ele emprega ídolos, ele une o clube levando dirigentes até da oposição para viajar no AeroLeco, ele dá respaldo para experiências no comando técnico do time mesmo em momento de fila e pressão, sua gestão revela jogadores que são rapidamente vendidos de forma genial... Alguém pode dizer que Leco não ganha nada, que só usa esses ídolos como escudo, que não entende nada de futebol, mas a verdade é que ele é bem resolvido financeiramente e poderia estar em sua casa curtindo a terceira idade, afinal ele não precisa do São Paulo. Presidir o clube é só um capricho para ele, e mesmo assim ele está lá, sorridente na hora de apresentar um Hernanes, meio sumido na hora em que as coisas estão terríveis (nunca foi rebaixado). 

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O atual mandato de Leco vai até o fim de 2020. Creio que o São Paulo deverá faturar com facilidade então mais R$ 160 mil da Federação Paulista de Futebol pelo iminente tricampeonato na categoria Ouro de administração. A preparação feita para encara o Talleres e a convicção em uma linha de trabalho e uma comissão técnica são exemplares. Aguirre e Osorio são alguns dos profissionais que assinam embaixo o que eu estou escrevendo aqui. A Torcida Independente também aprova esse texto aqui, sem ironia alguma. Sou um jornalista independente, afinal.

Parabéns a todos os envolvidos na conquista dos R$ 80 mil da categoria Ouro!

Crédito: Maurício Rummens/ Fotoarena