2018, o ano do VAR no futebol brasileiro e mundial

Tecnologia na Copa da Rússia foi o acontecimento mais significativo da temporada, ajudando os homens do apito nas decisões. No entanto, é necessário ter ajuste

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A estreia do árbitro de vídeo na Copa do Mundo da Rússia foi o acontecimento mais significativo do ponto de vista da história do futebol na temporada 2018. Na competição, o VAR (Video Assistant Referee, na sigla em inglês) alterou as decisões do árbitro em 17 ocasiões. No total, resultou em 28 pênaltis marcados e quatro cartões vermelhos, evidenciando maior rigor na marcação de penalidades máximas e inibição das jogadas violentas.

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Para efeito de comparação, na Copa de 2014, foram 13 pênaltis marcados e 10 vermelhos distribuídos. No Brasil, a "era VAR" estreou oficialmente nas quartas de final da Copa do Brasil. O primeiro jogo em que a tecnologia foi usada ocorreu entre Santos e Cruzeiro, na Vila Belmiro, no dia 1° de agosto de 2018. Foram utilizadas de 14 a 16 câmeras por jogo, monitoradas em salas nos estádios ( a sala do VAR) por quatro pessoas: árbitro de vídeo, assistente, operador e supervisor.

Quem acreditou que o VAR acabaria com as polêmicas sobre as decisões da arbitragem no futebol se enganou redondamente. Nas partidas em que foi utilizado, provocou discussões entre jogadores, equipes técnicas, torcedores e jornalistas, deixando claro que a controvérsia gerada pela paixão jamais deixará de fazer parte do futebol.

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VAR em 2019? - O uso do árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro do próximo ano ainda é uma incógnita, depende dos clubes da CBF chegarem a um acordo sobre quem vai pagar a conta.

São necessários ainda alguns ajustes, como por exemplo, seguir o padrão FIFA de consulta ao VAR - no Mundial a média foi de 38 segundos por partida gastos com o recurso tecnológico. Mas, entre erros e acertos, a certeza é de que o VAR pode e certamente será valioso auxiliar do árbitro dentro do campo. Ele pode minimizar os erros mas não os eliminará por completo. O fator humano não deixará preponderar nas decisões da arbitragem.

VAR PIRATA - Se o árbitro de vídeo ainda não estreou no Campeonato Brasileiro, o famoso jeitinho brasileiro criou o VAR Pirata, qual seja a consulta não-oficial por parte dos árbitros das imagens de TV. O uso deste expediente ficou flagrante no jogo Inter 2 x 2 Santos, no estádio Beira-Rio, válido pela 30° rodada, quando o árbitro Ricardo Marques Ribeiro ficou seis minutos desnorteado esperando a comunicação (de quem?) para confirmar a anulação do gol colorado.

Também merece destaque o acatamento por parte da arbitragem da determinação da Fifa de valorizar o tempo de bola rolando, o que se traduziu no aumento dos minutos de prorrogação em cada um dos tempos de jogo, conferindo mais emoção às partidas, muitas das quais fora definidas nos minutos finais.

CAI-CAI - Igualmente merece ser ressaltada a baixa tolerância com as simulações para ludibriar a arbitragem, o famoso "cai-cai". Neste aspecto, o destaque negativo foi o craque Neymar, que no Mundial da Rússia usou e abusou do artifício e foi ignorado pela arbitragem. Caiu no ridículo, a ponto de ser motivo de chacotas nas redes sociais em escala mundial.

O APITO NA MÍDIA - Por fim, mas não menos importante, faço questão de ressaltar o crescimento da importância da análise de arbitragem nas transmissões e programas esportivos, o que se refletiu não apenas na presença de comentaristas especializados, em geral ex-árbitros, nas transmissões esportivas e debates de TV e no rádio, como também no investimento em recursos tecnológicos sofisticados. O exemplo mais eloquente neste sentido é a sala do VAR, iniciativa pioneira do FOX Sports.

Para encerrar, deixo meu abraço fraterno e os desejos de um Feliz natal e um próspero Ano Novo à toda comunidade esportiva. Até 2019.

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Crédito Foto: Fernando Torres/CBF

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