Sampaoli faz revelações sobre Messi na Copa do Mundo

Para o ex-treinador da seleção argentina, Messi precisa ser respeitado em sua decisão de se afastar da seleção, mas acredita que o jogador ainda pode ser campeão do mundo em 2022

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Muito criticado no comando da Argentina durante a Copa do Mundo, Jorge Sampaoli abriu o jogo sobre Lionel Messi em uma entrevista ao diário espanhol Marca. Para o ex-treinador albiceleste, o camisa 10 precisa ser respeitado em sua decisão de se afastar da seleção, e ainda acredita que o atacante poderá liderar seu país rumo a conquista do Mundial do Catar, em 2022.

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“São decisões muito pessoais. Só ele sabe do que precisa e temos que respeitá-lo. Foi incrível (comandá-lo na Rússia), principalmente por vê-lo tão comprometido, sofrendo muito quando não ganhávamos. O melhor jogador da história estava muito comprometido. Leo sofria como ninguém. Lhe pesava mais do que tudo não ter podido transcender como equipe. Ter o melhor do mundo no seu time te leva a um nível máximo de exigência. Todo o resto deve estar a sua altura. As vezes se pode, e as vezes não se pode. Estávamos nessa luta todos os dias. Ter o Leo te obriga a não ter nenhuma margem de erro na hora de ganhar”, revelou o treinador.

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Sampaoli ainda apostou que Messi poderá finalmente vencer uma Copa do Mundo daqui a quatro anos, mas fez ressalvas à forma como o futebol é comandado na Argentina. “Suponho que sim, mas isto requer um processo, por tudo que passou até agora. E os processos não se quebram, se corrigem. Para o próximo Mundial ou Copa América fazem falta a organização, confiança ilimitada e saber que tudo requer um processo. Se não ganhar a Copa América, tem que manter o processo, não rompê-lo. Já chega dessa loucura de que se você não vence é apenas um perdedor. Não é assim. Se você acredita, poderá ganhar, ainda que seja mais tarde. Mas tem que acreditar”, afirmou.

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Por fim, o treinador ainda criticou a pressão que o camisa 10 sofre na seleção. “Para gerar grandes mudanças, assim como na sociedade, é necessário respeitar os processos. Se não, tudo vai ser muito complexo. Imagina para o Messi, que vem de uma estabilidade muito grande em seu clube na Espanha. Ali ele trabalha com tempo... Aí, chega em seu país, Argentina, e tem que ganhar de qualquer jeito, com uma histeria coletiva muito grande. Não pode ser assim. E se você não ganha, sabe que chegam muitas críticas. Desse modo não se pode jogar nem desfrutar”, encerrou.

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Crédito Foto: Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena

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