Jair usa Cavani como exemplo para explicar o que espera do Corinthians

Contratado no último mês, o técnico tem tentado colocar o seu estilo de jogo

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Jair Ventura chegou ao Corinthians fazendo questão de deixar claro que não tentaria impor um estilo próprio ao time, e sim dar continuidade a uma marca que já pertence ao próprio clube. Apesar da tentativa recorrente em se desvincular de uma certa fama por armar boas defesas e ter dificuldades no setor ofensivo, à Gazeta Esportiva o técnico carioca rebateu àqueles que entendem ser esse um trabalho mais simples a um comandante, e usou o centroavante uruguaio Edinson Cavani como exemplo.

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“Muito se fala que o time, quando marca muito forte, que não é a melhor coisa, que isso é mais fácil para o treinador. Eu acho o contrário. A gente quando é criança quer a bola. Você não quer desenhar duas linhas de quatro e marcar e ter de correr atrás para trabalhar a transição. Isso é trabalho do treinador também, persuadir seu grupo e saber da importância também de jogar sem a bola”, explicou, antes de citar o maior artilheiro da história do Paris Saint-Germain.

“Isso não é por conta da limitação. Isso é por conta de uma situação tática hoje, que requer muito. Você vê os grandes jogadores que marcam. O Cavani, o que ele joga para o time é um absurdo. E é um jogador extremamente técnico. Você pode ser extremamente técnico e também tático para o seu time”, completou.

Preferências à parte, o que não parece negociável a Jair Ventura é qualquer influência externa sobre sua escalação. Independente da condição de suas peças fora das quatro linhas, o trabalho apresentado no campo, seja ele durante os treinamentos ou principalmente nas partidas, é preponderante para as decisões do recém-contratado técnico corintiano.

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“Colocar o melhor em campo. Não o mais jovem, não o mais experiente, não o maior salário. Botar em campo aquilo que eles vêm me dando dentro do campo. Eu falo: ‘eu não escalo. Quem se escala são os jogadores’. Eu não vou botar um cara que não está treinando bem porque ele é mais experiente”, avisou.

O respeito às lideranças do grupo, porém, não é ignorado. E nesse quesito, talvez Cássio seja o ponto alto, na visão de Jair Ventura. Desde que assumiu o cargo, antes ocupado por Osmar Loss, o ex-técnico de Botafogo e Santos deu fim ao rodízio da braçadeira de capitão e a lhe entregou a Cássio.

O goleiro, recentemente, não poupou elogios ao trabalho de Jair, que ainda pode ser considerado um novato no ramo, e talvez por isso, livre de qualquer vaidade, admitiu o peso das palavras de um jogador que está no clube desde 2012, é ídolo da torcida e detém um histórico invejável de títulos.

“Desses momentos da vida de um treinador, de você ser chamado de tudo que a gente é chamado, você ouvir essas situações… Tem que ter o lado bom, né? Senão a gente não ia querer ser treinador. Isso é supergratificante. A gente, como profissional, escutar de um Cássio, multicampeão, um líder que ele é, o peso que ele tem dentro do clube, não só ele como todos. Esse é o momento bom, saber que os jogadores compraram a sua ideia, que é o mais importante e que juntos a gente possa conseguir grandes coisas, porque no Corinthians pequenas coisas não servem”.

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Crédito da foto: Reuters

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