Raí e Lugano deviam cobrar o VAR do Leco

São Paulo foi um clube que não votou a favor da tecnologia no Campeonato Brasileiro e agora reclama dos erros da arbitragem nas partidas

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Raí e Lugano, hoje dirigentes que fazem um trabalho muito bom no São Paulo, estão revoltados com a arbitragem do Brasileiro. Protestaram com veemência após os tropeços contra o Fluminense e o Atlético-MG que custaram a liderança do campeonato. Lugano escreveu que “é difícil competir” com arbitragens ruins como as dessas duas partidas (os são-paulinos reclamam da expulsão rigorosa diante do Fluminense no Morumbi e do pênalti do zagueiro Leonardo Silva, do Galo, no Independência). Acontece que o São Paulo foi um dos clubes que não aprovaram o VAR neste ano. O presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, não estava na reunião dos clubes no momento em que foi votada a instauração do árbitro de vídeo no Brasileiro. Depois, o dirigente maior do São Paulo admitiu que votaria contra o VAR no campeonato deste ano.

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Com o árbitro de vídeo, talvez Anderson Daronco tivesse marcado pênalti para o São Paulo diante do Atlético-MG, talvez Dewson Freitas da Silva não teria mostrado cartão vermelho para Diego Souza, talvez Marcelo de Lima Henrique teria anulado o gol com uso da mão do corintiano Jonathas (por um gol de saldo a mais o Inter é líder), talvez Paulo Roberto Alves não teria expulsado Araruna no Maracanã contra o Flamengo, talvez o São Paulo estivesse com uma boa folga na ponta da tabela agora.

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Curiosamente, o São Paulo disputa o título do Brasileiro com quatro times que votaram favoravelmente ao uso do árbitro de vídeo neste ano: Internacional, Palmeiras, Flamengo e Grêmio. A desculpa de alguns clubes de não ter dinheiro para bancar o VAR não cola no São Paulo. O time do Morumbi não está mais em grave crise financeira, segundo o presidente Leco, que aliás estava sumido até a semana que antecedeu o jogo contra o Fluminense. Apareceu depois de muito tempo dando entrevistas (talvez para surfar na boa fase do time em campo) e para cutucar os rivais Corinthians e Santos pelas eliminações de ambos na Libertadores.

Os são-paulinos, como Raí e Lugano, têm o direito de reclamar da arbitragem como todos, mas não podem se esquecer de que o clube do Morumbi não apoiou o árbitro de vídeo neste ano, diferentemente de seus maiores concorrentes. Isso faz uma significativa diferença. A CBF, que elegeu um jovem presidente são-paulino, deveria bancar o árbitro de vídeo no Brasileiro ou, melhor ainda, deixar os clubes organizar uma liga nacional independente. De um jeito ou de outro, o VAR se faz necessário para ontem. Até para reduzir bastante o mimimi com a arbitragem.

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Crédito da Foto: Rubens Chiri/Divulgação

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