Copa do Falso 9 x 9 Falso

Questionamento sobre a vida dos artilheiros abre caminho para a ausência dos grandes goleadores

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Cresci vendo grandes camisas 9 no Brasil. Romário, Careca, Dinamite, Ronaldo, Adriano, Evair, Bebeto e tantos outros. Eram jogadores que faziam gols e tinham vontade de fazer. Os treinadores não tinham o lado tático como prioridade, nada daquela história de função tática para o goleador. O negócio era empurrar a bola para a rede e garantir o bicho (prêmio pago por vitória).

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O tempo passou e a prioridade parece ter mudado. O camisa 9 é mais importante quando joga para o time. O torcedor fica louco de raiva e questiona o tal camisa 9. O treinador justifica, defende e diz que o 9 tem sido importante taticamente. E quando não tem o artilheiro no elenco, o técnico escolhe um falso 9. Ora bolas, a bola na rede virou um detalhe?

O futebol está cheio de camisa 9 falso, aquele jogador que tem uma dificuldade terrível para fazer um gol, que faz uma força tremenda para comemorar. Logo, ser aplicado taticamente virou um lema para alguns. Dar carrinho, recompor e correr atrás de um lateral têm o seu valor. 

Sou da época em que fazer gol tinha mais valor. O tempo mudou, e os valores também. Jogadores esforçados ganham espaço, trocam de clube e têm status. Eles aparecem como salvação, mesmo com idade avançada, e as diretorias se escondem atrás de um “currículo”.

Precisamos ser mais seletivos e questionar a qualidade. Na dúvida, não aceite qualquer 9. A imprensa tem o papel de levantar dados e questionar, mas o torcedor precisa entrar nessa também em prol do futebol. A arte não pode ser deixada de lado em nome da tática e dos esquemas.

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