Fábio Azevedo: "A conquista do hexacampeonato é possível? Sim, mas com moderação"

Fábio Azevedo faz uma análise tomando como base o favoritismo da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, assim como o fato de dividir os holofotes com, pelo menos, outras quatro seleções

359194
False

A bola ainda não rolou, mas o torcedor brasileiro já vive o clima de Copa do Mundo. Desde a convocação, quando nascem as primeiras reclamações, até o primeiro apito, os “treinadores” populares dão os seus pitacos. Nós, profissionais do esporte e que temos que separar a paixão da razão, somos o termômetro desta expectativa.

O técnico Tite é o alvo, aquele em que o torcedor vai depositar toda sua esperança. O tão sonhado troféu não é um caminho fácil para percorrer. A cada lista final dos outros concorrentes, observamos que esta Copa terá um equilíbrio muito grande. Jogadores consagrados e respeitados estarão na Rússia.

Cruzeiro x Racing, River x Flamengo e Corinthians x Millonarios: tudo exclusivo no FOX Sports

É possível apontar Alemanha, Espanha, Argentina, Brasil e França como candidatas ao título. Pertencer a este seleto grupo, deixando 27 outras seleções de fora, aumenta a expectativa, mas precisamos entender que não somos mais o bicho papão de outras Copas.

Quantas vezes chegamos favoritos e voltamos mais cedo? As edições de 74, 82 e 2006, por exemplo, estão aí para não deixar mentir. Melhor assim. A seleção brasileira já chegou desacreditada em outras edições e acabou levando, como foi em 1994, nos Estados Unidos.

Dividir o favoritismo tem sua importância. Os olhos do mundo e dos rivais não estão só no Brasil, assim como suas preocupações e artimanhas políticas. Neste ano, o comportamento da seleção terá um espelho: Tite. Seriedade, comprometimento, entrega e arte quando der para mostrar. Às vezes, não dá na técnica, mas vai na raça, na disposição.

Veja as últimas do Mercado da Bola e quem pode chegar ao seu time

O elenco montado pelo treinador possibilita montar variações dentro do esquema tático. Somado à qualidade coletiva vem a individual. Quantos jogadores podem ser protagonistas nesta Copa? Neymar, Gabriel Jesus, Philippe Coutinho, William e Paulinho têm este papel e já o exercem dentro dos seus clubes. Na defesa, mesmo com a perda do Daniel Alves, o Brasil tem o equilíbrio da juventude do Marquinhos com a experiência e qualidade dos outros zagueiros.

A ansiedade vai aumentar a cada dia que passar e o torcedor vai se alimentar da esperança de poder gritar campeão em julho. Antes, a fase preliminar dará a medida certa da expectativa. A conquista do hexacampeonato é possível? Sim, mas com moderação. Uma vez que teremos adversários tão ou mais qualificados que nós. A Alemanha é um grande exemplo, e sem olhar o 7 a 1 de 2014.

O elenco escolhido pelo técnico Joachim Löw tem versatilidade, qualidade, técnica e protagonismo, assim como o Brasil. O diferencial do nosso algoz é a longevidade do trabalho. Löw não assumiu ano passado. A Espanha tem este mesmo caminho para comparar com o Brasil. Conceitos definidos nos pés de jogadores consagrados e acostumados a vencer.

Saiba mais!

Sem estrelas! FOX Sports Argentina antecipa lista de Sampaoli

PVC revela papo com Carille a opina sobre destino do técnico

Mano pode ter reforços de peso no Cruzeiro contra o Racing

Este é um diferencial para quem chegar longe. A montagem do elenco, a serenidade do trabalho, a entrega dentro de campo, tudo isso ganha um tempero quando quem executa está acostumado a ganhar. Este sabor é inigualável e o jogador precisa ter este desejo, como quem vai comer seu prato favorito. Encarar a disputa da Copa não como mais uma refeição, mas como a refeição.

Vejo o time do Brasil com esta vontade para tentar apagar a imagem de 2014, com jogadores consagrados em busca de mais títulos. Ganha a Copa. Ganha o Brasil. Ganha o torcedor.

Crédito Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Deixe seu comentário