O caminho para o Endurance é a unificação

Neste sábado, Felipe Nasr, Hélio Castroneves e Pipo Derani disputam o GP de Long Beach, 3ª etapa do IMSA Weathertech SportsCar Championship, ao vivo e exclusivo no FOX Sports 2

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As provas de Endurance (Resistência) nunca foram um caminho tão bom como tem sido agora para os pilotos brasileiros. Temos três nomes de peso – Hélio Castroneves, Felipe Nasr e Pipo Derani – competindo a tempo pleno nos EUA, sem contar Christian Fittipaldi e Bruno Junqueira como participantes eventuais.

E não é só isso: no Mundial de Endurance (WEC) tivemos Bruno Senna como último campeão mundial da classe LMP2, ótimas participações de André Negrão e ainda teremos Augusto Farfus, Fernando Rees e Tony Kanaan, que disputarão corridas com equipes da categoria neste ano.

Sem contar Daniel Serra, que está no auge da carreira, fez duas poles em sua categoria na IMSA nas tradicionais pistas de Daytona e Sebring, além de ganhar as 24 Horas de Le Mans no último ano pela LMGTE-PRO. Registre-se que já são sete os brasileiros confirmados para a prova mais clássica de longa duração do planeta, que será disputada em sua 86ª edição no mês de junho.

Mas uma revolução pode estar a caminho fora das pistas. E esse caminho atende por uma tão sonhada unificação de regulamentos, que seria a salvação tanto para a IMSA nos EUA quanto para o WEC e para as 24 Horas de Le Mans.

O que se sabe é que os dirigentes franceses do Automóvel Clube do Oeste e a turma ianque da International Motor Sports Association têm se reunido no sentido de fortalecer os dois campeonatos, com o uso de uma plataforma global para a LMP1 (a principal categoria de Esporte-Protótipos) a partir de 2021.

Na IMSA, o envolvimento das marcas – Cadillac, Nissan, Mazda e Honda (via Acura) - é feito através da plataforma Daytona Prototype International (DPi), usando os chassis LMP2 e equipando os carros com livre escolha de motores e pacote aerodinâmico.

Hoje, no Mundial de Endurance, ACO e FIA têm apenas a Toyota, após o fracasso do projeto do Nissan com motor dianteiro e a debandada de Audi e Porsche por conta do escândalo de emissão de poluentes dos carros diesel da Volkswagen, cujo grupo é dono das duas marcas.

E qual seria a proposta? Tornar viável uma nova plataforma de LMP1 com o uso de sistemas híbridos padronizados que, acoplados aos motores de combustão, poderiam oferecer um ganho significativo de potência e performance. Pode ser o caminho para atrair novos construtores e muito melhor do que transformar supercarros esporte como o Valkyrie da Aston Martin ou o modelo Senna da McLaren nos chamados GT Protótipos.

Com essa ideia, seria supervalorizado o conceito técnico da principal categoria do Endurance, possibilitando que os LMP1 disputassem, por exemplo, as 24h de Daytona, a mais clássica corrida da IMSA. É o caminho que o ACO e a FIA podem seguir para consolidar o Mundial de Endurance, oferecendo a chance de se fazer provas em todos os continentes e incluindo também Sebring e Road Atlanta num calendário internacional de corridas junto a Le Mans, Spa-Francorchamps, Interlagos, Fuji, Xangai e outras pistas.

E fica o convite: neste sábado, Felipe Nasr, Hélio Castroneves e Pipo Derani disputam o GP de Long Beach, 3ª etapa do IMSA Weathertech SportsCar Championship. Prova de 1h40min apenas, tiro curtíssimo. Às 17h de Brasília, ao vivo e exclusivo, no FOX Sports 2 – a casa da velocidade.

(Crédito da imagem: Reprodução/Twitter @IMSA)

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