A tecnologia chegou: as quatro situações do futebol que melhorarão com o VAR

Fifa aprovou por unanimidade que, a partir de agora, o árbitro de vídeo faz parte do futebol; há chances da tecnologia já ser utilizada na Copa do Mundo da Rússia

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O que era uma possibilidade agora finalmente tornou-se realidade. No último sábado (3 de março de 2018), a tecnologia ingressou definitivamente no universo da arbitragem do futebol.

O IFAB (International Football Association Board), entidade que regula as regras do esporte mais popular do planeta, aprovou o VAR (sigla em inglês do árbitro assistente de vídeo) como parte integrante do sistema das normas do jogo.

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi enfático e definitivo ao anunciar a novidade. "A partir de hoje, o árbitro de vídeo faz parte do futebol. Estamos testando o sistema há dois anos, com cerca de 20 Federações, e chegamos à conclusão de que o VAR é bom para o futebol e para a arbitragem, traz mais justiça aos jogos. Por isso, decidimos aprovar", declarou o cartola italiano. Infantino ainda afirmou que, como presidente da Fifa, atuará a favor de aprovação do VAR para a Copa do Mundo na reunião do dia 16, em Bogotá.

Trata-se de uma decisão histórica. Em 1872 a criação da figura do árbitro representou um salto de qualidade no desenvolvimento do futebol. Os cartões (amarelo e vermelho) igualmente transformaram, em 1970, para melhorar as disputas travadas dentro das quatro linhas. Pessoalmente, acredito que a fiscalização do olho eletrônico terá o mesmo efeito benéfico no sentido de tornar mais justas as decisões dos profissionais do apito e das bandeiras, contribuindo para dirimir dúvidas e corrigir eventuais infrações mascadas de forma equivocada exclusivamente no que diz respeito as seguintes situações de jogo:

1)Situações de gol

2)Marcação de Pênaltis

3)Cartões Vermelhos

4)Confusão da identidade de jogadores

O VAR, portanto, será apenas mais um auxiliar do homem do apito, que continuará sendo o responsável principal, único e definitivo sobre a aplicação das regras do jogo. O futuro chegou à arbitragem, e que seja bem-vindo.

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Conforme já escrevi anteriormente sobre o assunto (de costas para o futuro), o futebol brasileiro não terá na sua principal competição o árbitro de vídeo. O que a meu ver deveria ficar a cargo da CBF (que criou um departamento exclusivo para isso e até agora não disse a que veio), queria deixar a conta para os clubes, que recusaram, (só sete foram favoráveis, já citados este blogueiro). Leio no blog de Marcel Rizzo, no UOL, que o custo para implementação do VAR na Copa do Mundo da Rússia deve ser 40% menor do que o orçado pela CBF.

A estimativa inicial de membros da Fifa é de que o custo do árbitro de vídeo nos 64 jogos do Mundial na Rússia será de US$ 650 mil (R$ 2,1 milhões). Este valor representa pouco mais de US$ 10 mil por partida, equivalente a R$ 32 mil de acordo com a taxa de câmbio atual. Para o uso do árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro de 2018, a CBF estipulou o custo em R$ 50 mil por jogo, o que fez com que 13 dos 20 clubes da Série A rejeitassem a utilização do auxiliar tecnológico. O Brasil que outrora foi referência no futebol e arbitragem está perdendo espaço no cenário mundial.

Crédito foto: FOX Sports 

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