Fabio Azevedo: Luis Fabiano é exemplo de que também é preciso ver o 'lado humano' do jogador

Após uma temporada de estreia abaixo do esperado no Vasco, atacante passará por nova cirurgia no joelho, nesta quinta-feira (18)

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Não há nada pior para um profissional do que ele ficar “proibido” de exercer a sua profissão. O corpo impõe limites, a torcida exige resultados, nós (imprensa) cobramos performance, mas poucos param para pensar no ser humano. O que passa na cabeça de uma pessoa quando ela não pode exercer o que mais gosta, aquilo que ele sempre idealizou?

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Os questionamentos vêm com a mesma velocidade de um zagueiro sedento por tirar a bola do artilheiro. Quando leio notícias de contusão e/ou cirurgias tento imaginar a dor psicológica daquele ser humano. Hoje, o atacante Luis Fabiano passa por mais um capítulo na sua história profissional e acho que vale pensar também no ser humano.

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O ser humano vai para mais uma cirurgia, marcada para esta quinta-feira (18 de janeiro), em São Paulo, e não sabe o que será da sua carreira. A família acompanha o sofrimento do atleta, conhece de perto a sua dor e sente a sua angústia. A dúvida paira na cabeça do profissional, o medo passa a fazer parte da rotina. Será que ainda sou capaz de jogar?

Este exercício de se colocar no lugar do outro não é fácil, pois somos simplistas e preferimos atirar pedras. É muito mais “lógico” apontar o dedo e dizer o que o outro tem que fazer. Só que vive e passa pelo momento pode escolher o melhor caminho.

Claro que o torcedor tem pressa, quer ver o atleta em campo com a camisa do Vasco, mas alguém já parou para pensar que ele não escolheu se machucar? Ele não escolheu sentir dor, tomar remédio e sacrificar o corpo?

Nada pior do que não poder exercer a sua profissão.

Crédito foto: divulgação/ Vasco 

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