Simon: Brasileirão precisa 'copiar' a atrativa Copa do Brasil para evoluir; arbitragem ficou devendo

Por conta do título antecipado do Corinthians, as rodadas finais foram marcadas por times que entraram em campo sem o mesmo interesse nos jogos. Arbitragem também carece de mudanças para que erros diminuam

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O Campeonato Brasileiro de 2017 terminou antes do fim. Na 35ª rodada, quando o Corinthians conquistou o título de campeão, fazendo com que a competição perdesse o interesse para um grande número de torcedores nas últimas três rodadas. Isto só foi possível por causa do sistema de pontos corridos.

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Na minha opinião, está não é a melhor maneira de disputar a maior competição do futebol nacional. Entre as muitas distorções provocadas por esta fórmula, recordo a última rodada do Brasileirão de 2009, quando o Grêmio não fez nenhum esforço para ganhar do Flamengo, mesmo abrindo o marcador no Maracanã, para evitar que o arquirrival Internacional conquistasse o título daquele ano. O campeão foi o rubro-negro carioca. No campeonato atual, no domingo o Corinthians estará em Recife para enfrentar o Sport.

Considerando que já fez a festa e recebeu a taça, é possível e compreensível que a equipe paulista escale reservas para jogar na Ilha do Retiro. Assim, involuntariamente poderá beneficiar o Sport que luta contra o rebaixamento, prejudicando as demais equipes que também estão lutando para não cair para a série B.

Creio que a fórmula que inclui o mata-mata é mais justa e traz mais emoção ao campeonato, além de manter aceso até o final o interesse do público torcedor, mesmo aquela parcela não envolvida diretamente nos jogos decisivos. Registre-se que desde que o sistema de pontos corridos foi implantado, em 2003, os campeões dividiram-se entre os estados de São Paulo (9), Rio de Janeiro (3) e Minas Gerais (3).

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Crédito da foto: Pedro Martins/MowaPress

Por outro lado, na Copa do Brasil , no mesmo período, há uma diversidade maior, incluindo, inclusive, equipes de menor expressão no cenário do futebol brasileiro, como o Santo André e o Paulista de Jundiaí, campeões em 2004 e 2005. Cabe lembrar também que a disparidade nas cotas de patrocínio paga pela TV contribui em muito para acentuar a desigualdade entre os clubes em confronto. Sem falar que os clubes do Sudeste viajam menos do que o restante. Por exemplo, em 2012, seis times do Estado de São Paulo estavam na Série A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa e Ponte Preta).

Temporada desastrosa para o apito:

No que diz respeito ao desempenho da arbitragem, minha avaliação, com profundo desgosto, é que foi uma das piores temporadas registradas no campeonato nacional. Não faltaram erros, omissões, equívocos. Na 17ª rodada, por exemplo, um gol do corintiano Jô foi injustamente anulado na partida contra o Flamengo. Não existiu o impedimento que só o assistente viu, e o árbitro corroborou; o jogador estava a mais de três metros atrás do penúltimo defensor - portanto lance legal. O mesmo Jô foi beneficiado quando a arbitragem validou um escandaloso gol de mão, que o adicional deveria ter visto e que determinou a vitória por 1 x 0 sobre o Vasco , na 24ª rodada.

Por certo,os árbitros merecem e devem ser criticados por essas falhas. Porém , as críticas mais contundentes deve ser dirigidas aos homens que comandam a Comissão de Arbitragem da CBF. São eles que têm a responsabilidade de traçar as diretrizes da arbitragem do futebol brasileiro, organizando cursos de aperfeiçoamento e atualização unificando procedimentos, fornecendo orientações técnicas e de preparo físico - tudo sobre a batuta de instrutores qualificados.

Cabe a CA/CBF proporcionar às condições técnicas e psicológicas que permitam aos árbitros executar o seu trabalho com serenidade, amparados nos conhecimentos sólido do aplicação das regras do jogo. A profissionalização da arbitragem, o fim do sorteio e a implementação do VAR (Video Assistant Referee). Só quando essas condições forem atendidas teremos o nível de excelência que todos desejamos para o apito nacional. Por enquanto estamos distante deste ideal. A solução dos problemas da arbitragem brasileira requer competência, dedicação e desprendimento para reconhecer e atender às necessidades profissionais dos homens e mulheres do apito e das bandeiras. Não se trata de um caso de policia que possa ser resolvido por um coronel

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