Bellator 183 tem lutaça de brasileiro, aventura de wrestler, e gordinho Roy Nelson

Neste sábado (23 de setembro), a partir das 22h, o FOX Sports transmite o confronto entre Patricky Pitbull e Ben Herderson, além de todo um evento espetacular. Veja abaixo a análise do FOX Fight Club sobre as lutas

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Por Victor Gomide

Um dos mais expressivos cards do Bellator de 2017 reserva lutas imprevisíveis com lutadores do mais alto nível do MMA. A edição número 183 trará confrontos imperdíveis como o encontro do invicto Adam Picolotti com o talentoso brasileiro Goiti Yamauchi, os perigosíssimos Paul Daley e Lorenz Larkin, o pesadíssimo confronto de estreia na organização de Roy Nelson (22-14-0) - o gordinho mais querido das artes marciais mistas - contra o baixinho (e também gordinho) californiano Javy Ayala (10-5-0) e, claro, a luta principal, entre o brasileiro Patricky Pitbull e o ex-campeão dos leves do UFC, Benson Henderson.

O que esperar desses confrontos?! Espetáculo!

O público de San José, a casa do Bellator, terá um excelente evento pela frente. Começando pela abertura do card principal, teremos a segunda luta do promissor e multifacetado Aaron Pico contra Justin Linn (7-3-0). Pico estreou sendo massacrado por Zach Freeman. Em apenas 23 segundos, seu queixo conheceu o desprazer de um upper bem encaixado. Daí em diante, os joelhos dobraram e o oponente, oportunista, pressionou até encaixar uma justíssima guilhotina e esperar os três tapinhas. Depois desse inesperado "tropeço", Pico desceu para os penas.

O que será que o jovem prodígio terá preparado para essa noite? Com muitas conquistas no wrestling e experiência no boxe e no pankration, veremos se, dessa vez, ele mostra um pouco de suas habilidades. O adversário, assim como o anterior, é sob medida: Justin Linn vem de duas derrotas. Agora vai?

Dois finalizadores. Faixas pretas. Adam Piccolotti (9-0-0) e Goiti Yamauchi (21-3-0) farão uma luta eletrizante. Piccolotti vai lutar em casa. Literalmente. Atleta oriundo da AKA (American Kickboxing Academy) e parceiro de treinos de nomes como Cain Velásquez, Daniel Cormier e Luke Rockhold, ele mora em San José. Invicto entre os leves, Yamauchi terá um desafio e tanto.

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Subindo de categoria, na próxima luta há uma quase certeza: o choque de Lorenz Larkin (18-6-0) e Paul Daley (39-15-2) não vai ser decidido pelos árbitros. Quando dois strikers agressivos e impetuosos como eles se encontram num cage que não tem esquinas, para onde correr ou onde se esconder, podemos esperar muita ação e um confronto espetacular.

Um dos mais virtuosos atletas do MMA, Daley tem estilo vistoso e costuma encontrar maneiras nada ortodoxas para encerrar suas lutas – como a magnífica joelhada voadora que derrubou Brennan Ward em sua última vitória. Destruidor em pé, seu adversário estreou na organização já disputando o cinturão. Saiu derrotado por Douglas Lima, em decisão unânime – o brasileiro, por sinal, também carimbou o currículo de Daley. Em seu histórico, constam vitórias sobre Jorge Masvidal, Neil Magny e o ex-campeão do UFC, Robbie Lawler – que só referendam suas credenciais.

Somando o cartel dos dois, são 40 nocautes e apenas duas finalizações. Está explicado porque a previsão é de interrupção do juiz. A pergunta é: para qual lado? Façam suas apostas.

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No co-main event da noite, o gordinho mais carismático do MMA estreia no Bellator. Cuidado, Roy Nelson! Muito cuidado! Javy Ayala (10-5-0) tem um enorme poder de nocaute. Quase tão grande quanto sua capacidade de estragar as festas dos estreantes. Não entendeu? Em novembro de 2016, o russo Sergei Kharitonov fazia seu confronto inaugural pela organização. Em 16 segundos, conheceu a mão de Ayala. Não deve lembrar de muita coisa daquela noite.

Roy Nelson (22-14-0), por outro lado, tem muitas credenciais nesse campo. Enfrentou - e suportou - o massacre de alguns dos maiores trocadores dos pesos-pesados. Junior Cigano, Fabricio Werdum, Alistair Overeem e até o atual campeão Stipe Miocic já enfrentaram o faixa-preta de jiu-jítsu - formado por ninguém menos do que Renzo Gracie - e fizeram quase tudo que quiseram com ele em pé. Quase tudo - menos o nocaute. Tem um queixo invejável que poucas vezes o deixou na mão (e na lona). O que será que vem por aí?

Fechando a noite, o duelo entre o talentosíssimo Benson Henderson (24-7-0) e o brasileiro Patricky Pitbull (17-8-0). Desde que perdeu o cinturão do UFC, Henderson oscilou bastante. Desde então, foram nove lutas, com cinco vitórias e quatro derrotas. Deixou a empresa comandada por Dana White e assinou com a companhia liderada por Scott Coker. Logo na primeira luta, levou um passeio do russo Andrey Koreshkov. Por cinco rounds, apanhou de todas as maneiras que se possa imaginar. Mas demonstrou uma resistência digna de Wolverine e, mesmo sendo massacrado, levou o combate até o fim.

Do outro lado, o compromisso tem sabor de “vendetta”. Isto porque Patricio, irmão de Patricky, foi derrotado pelo americano por nocaute técnico por causa de uma lesão na canela direita no segundo assalto. Pitbull promete agressividade para fazer seu oponente andar para trás e não deixar seu estilo de “amarrar” lutas prevalecer. A julgar pela última atuação, a exibição de gala diante de Josh Thomson (nocaute no segundo round), pode vir coisa boa aí.

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