Neiman Gracie já tem data para voltar ao cage do Bellator

Com cinco finalizações em seis lutas, invicto meio-médio enfrenta mexicano Javier Torres no card de estreia de Gegard Mousasi e já pensa no cinturão do Bellator

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Por Victor Gomide

Promissor. Invicto. Talentoso. Gracie. Neiman é a próxima aposta da família para levar um cinturão para casa. Desde setembro de 2013, quando estreou no MMA (WSOF 5), a evolução como lutador é notória.

Cada vez mais confiante e à vontade no cage, o pupilo de Renzo Gracie dominou os seis adversários que passaram pelo seu caminho. Apenas um conheceu o terceiro round - Roger Carroll. Só ele não deu os famosos – e indesejados – “três tapinhas”. Quando esteve conosco, seu mestre – e tio – Renzo demonstrou grande confiança no futuro do sobrinho. “Está arrebentando no Bellator, representando a família de uma forma superpositiva. O moleque tem talento. E muita valentia naquele coração.”

O meio-médio, que tem quatro vitórias na companhia, esteve no FOX Sports nesta sexta (18). Durante a conversa, transmitida ao vivo pelo Facebook do FOX Fight Club, o lutador contou algumas novidades.

A primeira revelação: seu próximo compromisso. Será contra o mexicano Javier Torres, de 32 anos e cartel de 10-3. A luta será no dia 20 de outubro, na edição 185, em Connecticut, no mesmo evento da estreia do armênio naturalizado holandês Gegard Mousasi – uma das maiores aquisições recentes da organização. Sinal de prestígio com os executivos do Bellator.

Outra surpresa: foi procurado pelo UFC, mas preferiu seguir na organização. Já nos bastidores, Neiman traçou seus planos para a carreira. O “melhor surfista da família” acredita que precisa de mais três vitórias para chegar à disputa do cinturão. E quem duvida?

Confira alguns dos principais trechos da nossa conversa:

FOX Fight Club: Como é conviver e treinar com Renzo Gracie, seu tio, em Nova Iorque?

Neiman Gracie: Maravilhoso. Renzo é o meu mestre. Não poderia ser melhor. Não poderia cair em mão melhor. Aprendo com ele dentro e fora do tatame.

FFC: Você já tem adversário confirmado para sua próxima luta?

NG: Será o Javier Torres, dia 20 de outubro (Bellator 185), em Connecticut. Parece ser um cara duro, com um recorde de dez vitórias e três derrotas. É mais do jiu-jítsu.

FFC: Como você traça sua estratégia: sempre em busca da finalização ou aceita ir para a trocação?

NG: A finalização já está enraizada na gente, desde criança treinando jiu-jítsu. Como a gente vem do jiu-jítsu, então começa a treinar outras artes marciais. Eu treino tudo, boxe, muay thai... Mas o meu jogo, com certeza, é o jiu-jítsu.

FFC: Como é lutar no Madison Square Garden, um dos maiores templos da luta no mundo – um privilégio que muitos grandes lutadores não tiveram?

NG: Ele fica a dois blocos da academia do Renzo (onde Neiman treina). Então, todo dia, quando vou para a academia treinar, passo em frente ao Madison Square Garden. Todo dia eu passava e dava uma olhada... Aí, comecei a pensar: ‘quando é que vou lutar aqui?’ Foi maravilhoso, incrível. Foi o ponto alto da minha carreira, com certeza. Pude levar quase todos os alunos da minha academia – a gente quase lotou uma parte do espaço para o público.

FFC: Quem você lista como os três maiores nomes na sua categoria?

NG: Claro que o Georges St. Pierre tem que estar em todas as listas. É um cara que se tornou especialista no wrestling. Isso é impressionante: ele passou a derrubar os campeões de wrestling com uma facilidade danada. Eu gostava muito de ver o Matt Hughes lutar, um especialista em derrubar, derrubava todo mundo. Hoje em dia, tem o Tyron Woodley, o Douglas Lima, campeão do Bellator, que é muito bom também. Tem muita gente.

FFC: E no jiu-jítsu?

NG: Roger (Gracie), não só porque ele é meu primo, mas todo mundo vê o que ele faz por aí. É impressionante. Não sei como é que pode um cara fazer o que ele faz com os outros. O (Marcus) Buchecha e um cara que gosto de assistir: Leandro Lo, que é mais leve que os outros.

FFC: Como você vislumbra o futuro do Bellator com tantas contratações recentes como Frank Mir, Sam Sicilia e já contando com lutadores do quilate de Mousasi, Fedor Emilianenko e Roy Nelson?

NG: O Bellator está crescendo muito. O pessoal me pergunta: ‘Você está ganhando bastante luta. Quando vai para o UFC?’ Não tenho mais pretensão de ir para lá. Renovei meu contrato, poderia ter ido se quisesse. Não quis. Estou acreditando no evento. Gosto do pessoal que trabalha lá. São muito legais com os lutadores. Tenho muitos amigos que lutam no UFC e tem problema com o Dana White. No Bellator, tratam bem os atletas, estão crescendo, com dinheiro... O Bellator vai crescer, está batendo de frente e vai chegar.

FFC: Você foi procurado pelo UFC?

NG: Quando meu contrato acabou, tive oportunidade de ir se quisesse. Não quis.

FFC: Houve proposta?

NG: Sim. E do Bellator também. Estou feliz lá.

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